Política - undefined·18 de agosto de 2018

ELEIÇÕES 2018: Corrupção é tema central do debate presidencial da RedeTV

<p><span style="color: rgb(34, 34, 34); font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 17.3333px; text-align: justify;">Candidatos se atacaram diretamente e criticaram troca de cargos por votos no Congresso Nacional</span></p>

Por Agência do Rádio
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Com um clima bem menos morno do que o visto na Band, o debate da RedeTV foi marcado por confrontos diretos entre os candidatos, especialmente quando se tratava de corrupção, tema da primeira pergunta elaborada pela emissora. Cabo Daciolo e Álvaro Dias foram categóricos ao condenar a troca de cargos públicos por votos no Congresso Nacional. Jair Bolsonaro seguiu a mesma linha:            

“Só há uma maneira de combater a corrupção em nosso Brasil, elegermos um presidente de forma isenta, um presidente que não negocie ministério, estatais e bancos públicos, porque aí está o foco da corrupção.”   

Guilherme Boulos se posicionou contrário ao financiamento de campanhas eleitorais por empresas como empreiteiras.  Sobrou até para quem não estava no debate: a conduta do senador Aécio Neves foi questionada por Marina Silva, ao ser indagada por Álvaro Dias sobre a ausência do púlpito de Lula.

“Um ex-presidente da república que está preso, o candidato que foi para o segundo turno nas eleições de 2014 envolvido em graves crimes de corrupção, como é o caso do senador Aécio Neves, é lamentável. Agora, o que eu vejo nesse momento é que o Brasil precisa dar uma resposta, e esse púlpito vazio já esta preenchido, pelos mesmos que já estavam no palanque anterior, no palanque do candidato do PSDB”.       

Os candidatos também foram unânimes ao defenderem uma reforma política. O jornalista Sérgio Pardellas afirmou que o PSDB sofre grande rejeição por fazer a chamada “velha e política”, com troca de cargos. Geraldo Alckmin reconheceu as falhas do próprio partido e defendeu uma reforma política.      
 
“Não é possível continuar com 35 partidos políticos, então todos os partidos, inclusive o meu, também estão fragilizados, é óbvio”. 

Os candidatos abordaram ainda temas relativos à segurança pública, igualdade de gênero e desemprego. O próximo debate presidencial está previsto para 9 de setembro, realizado pela TV Gazeta e pelo Estadão.            

Reportagem, Ana Luiza de Carvalho      

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