Educação - undefined·24 de fevereiro de 2017

EDUCAÇÃO: Reforma do Ensino Médio terá longo processo de implementação, diz especialista

Por Agência do Rádio
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REPÓRTER: Aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Michel Temer neste mês, a reforma do Ensino Médio terá um longo processo de implementação. A afirmação é do presidente da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino, a Confenen, professor Roberto Dornas. De acordo com ele, a Lei estabelece que o processo mais lento, entre as mudanças, será o aumento da carga horária das atuais quatro horas obrigatórias por dia para sete horas.

SONORA:
Roberto Dornas, presidente da Confenen

“A partir de 2017, cinco anos para implantar a duração de três mil horas por ano. E nos cinco anos seguintes, que dizer, a partir de 2022, para chegar a sete horas por dia, mil e quatrocentas horas por ano. O resto já está em vigência.”

REPÓRTER:
Além da ampliação da jornada escolar, a reforma do Ensino Médio, também determina que 60% da carga horária seja ocupada por conteúdos comuns da Base Nacional Comum Curricular, que está em elaboração. Os outros 40% vão ser escolhidos conforme interesse do aluno. A medida diminui o número de disciplinas obrigatórias, focando o ensino em quatro áreas do conhecimento, sendo elas: linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas.

De acordo com o presidente da Confenen, entre as alterações que já estão em vigor, duas chamam a atenção. A autorização para que o professor lecione em uma mesma escola por mais de um turno e a obrigatoriedade da língua inglesa a partir do sexto ano do ensino fundamental.

SONORA:
Roberto Dornas, presidente da Confenen

“Porque era um besteirol e o professor só podia dar quatro aulas seguidas no turno e mais seis durante o dia em uma mesma escola. Resultado: ele virava ‘taxi’ correndo pra lá e para cá para poder dar aulas em várias escolas durante o dia, ele não ficava em uma escola só. A da língua inglesa obrigatória a partir da sexta série também já está em vigor e também está correta, porque antes era a partir da quinta, mas o fundamental tinha oito anos e hoje tem nove. Depois que o aluno já está alfabetizado que se deve entrar com a língua inglesa.”

REPÓRTER:
A nova Lei também definiu que profissionais graduados sem licenciatura poderão dar aulas desde que realizem uma complementação pedagógica.
Reportagem, João Paulo Machado
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