Educação - undefined·31 de agosto de 2018

Educação Profissional aumenta chances de emprego na indústria catarinense

<p>Estado possui 750 mil trabalhadores distribu&iacute;dos no setor </p>

Por Agência do Rádio
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Por Aline Dias

Os setores de construção, alimentos, serviços industriais de utilidade pública e máquinas e equipamentos, vestuários e de máquinas e materiais elétricos são os que possuem maior participação no PIB industrial de Santa Catarina. Juntos, esses segmentos representam 54,4% da indústria do estado. A média salarial dos empregados na indústria é de R$2.212,60. Os dados são da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Principais setores de Santa Catarina

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De acordo com o Observatório da Indústria Catarinense, são 750 mil trabalhadores distribuídos em 16 setores industriais. O diretor do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Santa Catarina (SENAI-SC), Jefferson de Oliveira, explica que o cenário no estado é um pouco diferente, já que mais da metade dos profissionais tem, em média, 45 anos e precisam de frequentes atualizações curriculares.

Isso porque grande parte das indústrias catarinenses utilizam tecnologias que tem avançado muito rapidamente, o que fez com que o SENAI passasse a não só formar pessoas na área técnica como também, a partir de monitoramento das demandas profissionais da indústria, oferecer cursos de atualização. “A formação das pessoas deve ser bem transversal no quesito tecnológico, ou seja, as pessoas têm que ter permanente reformação, porque o avanço tecnológico dessa indústria é muito elevado”, ressalta.

Indústria 4.0
Essas rápidas mudanças são reflexo da Indústria 4.0, a 4ª Revolução Industrial, que trará a integração do mundo físico e virtual, por meio de tecnologias digitais. Com o objetivo de acompanhar as inovações e aumentar a produtividade e a competitividade, a CNI encaminhou aos candidatos à Presidência da República, em julho deste ano, propostas para melhorar a qualidade da educação brasileira, que, segundo pesquisa realizada em 2016, é fundamental para a consolidação da indústria do país.

No total, 42% das empresas industriais consultadas consideravam que o investimento em novos modelos de educação e em programas de treinamento seria uma das principais medidas para acelerar a adoção de tecnologias digitais.

Para o gerente-executivo de Estudos e Prospectiva da CNI, Márcio Guerra, um dos maiores problemas da Educação Básica é a falta de associação da teoria à prática. Guerra explica que os jovens têm muita dificuldade em aplicar o conhecimento adquirido e que a aprovação da Nova Base Comum Curricular (BNCC), em 2017, é um importante passo para uma melhor preparação para o mundo do trabalho.

“Com essa nova forma de organização curricular, nós temos uma grande chance de melhorar essa conexão com o mercado de trabalho, ou seja, é uma educação mais leve, ágil e direta e que leva a situações que o jovem consiga fazer a transposição do conhecimento do que acontece na sala de aula com o que acontece no mercado de trabalho”, pondera.

Ainda segundo o gerente-executivo, a Educação Profissional pode ser considerada um caminho mais curto e democrático para o emprego, mas não substitui a educação superior e não elimina a necessidade da Educação Básica. “É importante que as pessoas entendam que esse processo de se atualizar e de conhecer novas coisas e novas tecnologias, ter novos conhecimentos, é crucial para que eles se mantenham durante um bom tempo no mercado de trabalho”, destaca Guerra.

É o que aconteceu com Christopher Hakenhaar, 38 anos, que trabalha numa indústria de materiais sanitários desenvolvendo produtos como sensores de torneiras, por exemplo. Hoje o catarinense cursa, no SENAI, um MBI (Master Business Inovation), uma pós-graduação em indústria avançada, que é voltada para a Indústria 4.0, mas desde a adolescência se prepara para conquistar uma boa posição no mercado de trabalho.

Fez um curso técnico em eletrônica aos 15 anos. Quando concluiu o curso e o ensino médio, partiu para uma graduação em engenharia elétrica. Segundo Christopher, o curso técnico foi decisivo para que viesse a conseguir atingir o seu objetivo. “Foi o divisor de águas da minha vida. Sem o curso técnico eu não estaria aqui. Ele me deu a base teórica e a prática sobre projetos de eletrônica e hoje eu tenho um bom salário e uma boa posição na empresa”, afirma.

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