Economia - undefined·28 de abril de 2016

ECONOMIA: Manutenção da taxa de juros é muito “confete para pouco carnaval”, diz conselheiro do Cofecon

Por Agência do Rádio
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REPÓRTER: A economia brasileira continua mostrando que vai demorar para tomar o rumo do crescimento. A manutenção da taxa de juros em 14,25 por cento ao ano, anunciada pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central é um remédio amargo que é usado para conter a inflação, que pode ser de mais de sete e meio por cento este ano. Para o economista e conselheiro do Conselho Federal de Economia, Fernando Aquino, o Banco Central insiste em não baixar a taxa de juros para impedir que o país sofra mais aumentos de preços.
SONORA: conselheiro do Cofecon, Fernando Aquino
“De acordo com o Banco Central, é porque a gente tem o que eles chamam de efeito de segunda ordem. Alguns preços subiram muito. Por exemplo: energia elétrica, gasolina, alguns gêneros alimentícios. Quem não subiu os preços fica querendo subir também. Então, a ideia é não facilitar para que haja essas novas subidas de preços”.
REPÓRTER: Juros altos desestimulam o consumo, deixam os investimentos mais caros e contribui para o desemprego. De acordo com o IBGE, mais de 10 milhões e meio de trabalhadores perderam o emprego no país devido à crise econômica. Para o conselheiro do Cofecon, Fernando Aquino, juros altos podem ser mais prejudiciais do que um suposto aumento da inflação, ou seja, o remédio pode estar causando mais problemas do que a própria doença.  
SONORA: conselheiro do Cofecon, Fernando Aquino
“Com juros altos desse tipo, isso vai ter um custo muito alto em termo de desemprego, em termo de recessão. Para quê? Para poder você derrubar uma inflação de sete por cento ao ano para cinco por cento ao ano. Como diz o ditado é muito confete para pouco carnaval. É um sacrifício muito grande para um benefício muito reduzido. Sete por cento ao ano de inflação ou cinco por cento ano de inflação faz tanta diferença assim para você perder tanto emprego?”.
REPÓRTER: Ainda de acordo com o IBGE, mais de um milhão de trabalhadores perderam o emprego apenas nos três primeiros meses do ano, em todos os estados. Saiba mais na internet, no endereço cofecon.org.br
Com a colaboração de Cristiano Carlos, reportagem Bruna Goularte
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