Economia - undefined·11 de outubro de 2017

“É bom ter um jogador de futebol, mas também é bom ter um cientista”, diz especialista

<p>Uma proposta no Congresso Nacional (PL 6601/16) quer adicionar &agrave; Lei do Bem os incentivos a pessoas jur&iacute;dicas que tiverem despesas com empresas e pesquisadores estrangeiros.</p>

Por Agência do Rádio
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O Brasil ocupa apenas a sexagésima nona posição no Índice Global de Inovação. Desde 2011, o país vem caindo no ranking, que em 2017 avaliou 130 economias. Seis anos atrás, nós estávamos na quadragésima sétima posição, vinte e duas a mais do que neste ano.
A pesquisa e a inovação são consideradas essenciais para o crescimento do País. Para que os brasileiros sobrevivam e que tenham itens essenciais no futuro, como comida, luz e água, é preciso que se invista na área. É o que afirma a PhD e especialista em empreendedorismo e inovação em mercados emergentes, Cristina Castro-Lucas.
“Eu não acho que é importante, é fundamental, é sobrevivência [investir em inovação]. Ou se inova, ou se morre.”
Para a especialista, faltam incentivos de todos os lados para que a ciência e a inovação sejam mais presentes na vida dos brasileiros.
“É maravilhoso ter um jogador de futebol em casa, mas também é maravilhoso ter um cientista, como também é maravilhoso ter um bombeiro ou um professor.”
O sócio-diretor de uma empresa de consultoria em inovação Valter Pieracciani afirma que esse setor é o motor da competitividade. A Pieracciani Consultoria trabalha há 25 anos tornando empresas comuns mais inovadoras.
“A inovação promove emprego, promove desenvolvimento econômico, promove competitividade. O governo deve incentivar mais a inovação e diminuir a distância entre o mundo empresArial e as universidades.”
Os especialistas concordam que investimento estrangeiro pode fazer o Brasil deslanchar nesse ranking de inovação. A lei 11.196, de 2005, conhecida como Lei do Bem, prevê incentivos fiscais para empresas com despesas em pesquisa e desenvolvimento voltadas para o setor. Uma proposta no Congresso Nacional (PL 6601/16) quer adicionar à Lei do Bem os incentivos a pessoas jurídicas que tiverem despesas com empresas e pesquisadores estrangeiros. O projeto segue em discussão.
Reportagem, Jalila Arabi
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