O Rio de Janeiro é o estado que apresenta o maior coeficiente de mortalidade por tuberculose do país, com 4,4 óbitos por tuberculose a cada 100 mil habitantes. Valor bem acima do observado no país que é de 2,1. Já o coeficiente de incidência da doença no estado foi de 63,5 casos novos de tuberculose a cada 100 mil habitantes em 2017, enquanto que o observado no País foi de 33,5. Esses números são alarmantes. A população deve ficar atenta. Principalmente os moradores de Duque de Caxias, Niterói e outros municípios. Só no ano passado, por exemplo, Duque de Caxias registrou quase 600 novos casos da doença. A Tuberculose tem cura. Mas, para isso, os pacientes devem fazer o tratamento, que é oferecido pelo SUS, até o final, como alerta a técnica da coordenação do Programa de Tuberculose do município, Maria Manoela. Para ela, a taxa de abandono desse tratamento ainda é alta, um dos motivos que causam o elevado número de mortes em decorrência doença.
"O principal deles é essa melhora muito boa nos dois primeiros meses. O paciente acha que não há necessidade de levar o tratamento até os seis meses, até a alta que será dada pelo médico. Muitas vezes, ele interrompe por conta disso, porque se sente bem melhor e acha desnecessário levar o tratamento até o final. O abandono de tratamento é muito ruim porque ele favorece o aparecimento de bacilos de uma infecção mais resistente, levando a uma Tuberculose mais grave."
O paciente só está curado da doença quando conclui o tratamento. Caso o tratamento seja interrompido, além de não se curar, o paciente continua a transmitir a doença. E o pior, essa bactéria mais resistente pode não ser eliminada com a medicação normal e, por isso, o tratamento que seria de seis meses aumenta para um período maior e com uma medicação mais forte. A carioca Bárbara Fiuza, de 36 anos, já foi infectada pela Tuberculose e hoje alerta a população sobre a necessidade do comprometimento dos pacientes com o tratamento.
“A sua cura é a prevenção de muitos. A cura de um paciente de Tuberculose é a prevenção de muitas outras pessoas. É uma coisa assim: ‘Ah, são comprimidos que causam isso, causam aquilo’. Mas eles vão fazer com que você se cure de um mal maior porque a Tuberculose mata, isso não se pode negar.”
O paciente deve entender que outras vidas estão em jogo. Fique ligado nos sintomas. Tossiu por mais de três semanas? Está tendo febre no final da tarde? Consulte a unidade de saúde mais próxima. Tuberculose tem cura. Todos juntos contra a Tuberculose. Para mais informações acesse saude.gov.br/tuberculose/.
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