Cinema - undefined·06 de fevereiro de 2019

DIVERSÃO EM PAUTA: Filme polonês, concorrente ao Oscar 2019, estreia nesta quinta (7)

<p>Diretor Pawel Pawlikowski levou o pr&ecirc;mio na categoria de melhor filme estrangeiro com Ida, em 2015</p>

Por Agência do Rádio
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Vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2015, o diretor polonês Pawel Pawlikowski volta a concorrer à mesma categoria, neste ano, com o filme “Guerra Fria”, que estreia nesta quinta-feira.

Entre as décadas de 1940 e 1960, a Polônia stalinista traçava a Guerra Fria contra Paris. É neste quadro que Zula, uma jovem cantora descoberta por uma dupla de artistas, começa a namorar com o pianista Wiktor. Eles viajam por diferentes países europeus tentando ajustar o romance entre os dois.

O problema é que as questões políticas e ideológicas acabam interferindo no amor do casal. Zula, interpretada por Joanna Kulig, é uma mulher independente que não deixa que ninguém fale o que ela deve ou não fazer. A personagem dela é dura, determinada e marcante. Já Wictor mostra estar totalmente entregue à Zula, e assim, direciona sua vida de acordo com a da amante.

O filme é um espetáculo. Os movimentos de câmera são tão lentos que, quando acontecem, parece que a cena continua estática. Desde a primeira cena, a trilha sonora chama a atenção e deixa o filme sensível e aconchegante com a cultura polonesa.

O longa segue a mesma linha de Roma, com a fotografia em preto e branco, mas não chega a ter o mesmo impacto do filme dirigido por Alfonso Cuarón. Por esse motivo, não sei se o filme conseguirá conquistar o prêmio que está concorrendo.

O enredo carrega muitos símbolos e lacunas que, ao que parece, realmente não deveriam ser preenchidas. É como se o diretor deixasse que o espectador tirasse as próprias conclusões sobre determinado assunto, e isso o torna mais instigante. "Guerra Fria" estreia nesta quinta-feira (7), nos cinemas brasileiros.

Nesta semana também tem a estreia de outro indicado ao Oscar: "Se a Rua Beale Falasse". O filme trata de uma família que luta para tirar o jovem Fonny da cadeia. Mesmo sendo inocente, ele é preso por conta da cor de sua pele. Kiki Layne, interpreta a noiva do rapaz, e faz de tudo para vê-lo em casa novamente. Regina King concorre ao Oscar de melhor atriz coadjuvante. O filme não é recomendado para menores de 10 anos.

Na Netflix, o drama “Árvore de Sangue” chega à plataforma no dia oito de fevereiro. Ursula Corberó e Álvaro Cervantes contracenam como um casal que desvenda segredos de seus ancestrais quando começam a escrever uma história em comum de suas famílias. Um dos dois precisa fazer uma confissão ao outro. O filme espanhol é categorizado como LGBT.

Reportagem, Sara Rodrigues

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