Cinema - undefined·01 de novembro de 2018

DIVERSÃO EM PAUTA: Apesar de narrativa fraca, Bohemian Rhapsody mostra grandeza do Queen

<p><em>Ramy Malek, de Mr Robot, interpreta vocalista da banda Freddie Mercury&nbsp;</em></p>

Por Agência do Rádio
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Quase 30 anos após a morte de Freddie Mercury, a história do vocalista da banda Queen ainda emociona. Com estreia nas telonas, nesta semana, o filme “Bohemian Rhapsody” conta a trajetória dos quatro músicos que transformaram a indústria da música nas décadas de 1970 e 1980.

Freddie Mercury é o centro das atenções, e é interpretado, com louvor, por Ramy Malek. O ator incorporou o verdadeiro Freddie e mostra ter estudado cada passo e trejeito do cantor. Pode-se apostar em uma indicação de Malek ao Oscar de Melhor Ator.

A narrativa de Bohemian Rhapsody deixa um pouco a desejar. Quando a história parece engatar, a banda compõe uma canção ou participa de um show. Mas isso não faz com que a trama seja ruim, pelo menos não para um fã de Queen.

O mais interessante do filme é poder ver que a produção se dedicou a entregar uma realidade fidedigna do que foi o Queen. Temos interpretações da banda em shows importantes, como o Live Aid, em 1985, em prol da arrecadação de dinheiro para a fome na África. Além de ter também um remake do clipe de “I Want To Break Free”, um dos grandes sucessos da banda.

O que chama muito a atenção é que o filme não tentou fazer de Mercury um herói. Mostrou a realidade de um cantor muitas vezes esnobe e desbocado, que responde o que quer. Que flertou diversas vezes com as drogas e com diversos amantes até contrair AIDS.

O filme é extremamente sensível e de arrepiar nos momentos de shows que marcaram a banda. Inclusive, o maior público deles foi em um show brasileiro, em 1980. Na plateia do Morumbi, 130 mil pessoas entoaram “Love Of My Life” com a banda.

Garanta seu ingresso e não perca a oportunidade de se emocionar com Freddie Mercury e sua história no Queen.

Os cinemas também têm lançamento de filme nacional: O Doutrinador conta a história de um vigilante mascarado que aparece para atacar os políticos corruptos e donos de empreiteiras, e impedir que eles enriqueçam às custas dos pobres e da população brasileira. A história do Doutrinador é sobre vingança pessoal, após ter perdido uma pessoa da família.

Lars Von Trier também volta às telas de cinema com mais um terror psicológico. A Casa que Jack Construiu é sobre um arquiteto que mata uma mulher. Após esse primeiro assassinato, ele sente prazer por matar e começa a cometer dezenas de homicídios ao longo de doze anos. Anos depois, ele compartilha os casos com Virgílio em uma jornada para o inferno.

Já em clima de natal, a Netlix traz para o catálogo o filme “Sexo, Drogas e Jingle Bells”, de 2015. Os amigos Ethan, Isaac e Chris mantêm há mais de dez anos uma tradição de, na véspera de natal, aprontar muitas loucuras. Com a responsabilidade da vida adulta, eles começam a perceber que a vida de adolescentes está ficando para trás, e tentam manter a reputação participando da melhor festa de todas.

Reportagem, Sara Rodrigues

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