Saúde - undefined·10 de abril de 2018

DISTRITO FEDERAL: Paciente comenta preconceitos que sofre devido à Tuberculose

Por Agência do Rádio
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O Brasil ainda está na luta contra a Tuberculose. Só no ano passado foram registrados aproximadamente 70 mil casos da doença no País. No Distrito Federal, a incidência da doença é de dez a cada 100 mil habitantes, colocando o DF na segunda posição em unidades da federação na tabela de estados do País com o menor número de casos da doença. Em primeiro lugar está Tocantins. Já a taxa de abandono dos tratamentos no DF é de aproximadamente 8%, menor que a média nacional que é de 9,6%. Esses dados revelam que o Distrito Federal está fazendo um bom combate para erradicar a doença, mas a luta continua. Para vencê-la, toda a população deve ficar atenta. A Tuberculose mata, mas a doença tem cura. Por isso, aos primeiros sinais dos sintomas, principalmente tosse por mais de três semanas, os pacientes devem buscar atendimento médico. O tratamento completo é oferecido gratuitamente pelo SUS. A coordenadora do Programa Nacional de Combate à Tuberculose, Denise Arakaki, destaca que o paciente só é curado se concluir o tratamento.

“Uma vez que a pessoa contraiu o bacilo, não necessariamente ela vai adoecer. Ela pode ficar com esse bacilo durante muitos anos silenciosamente. Quando o bacilo se desenvolve a pessoa fica doente pela Tuberculose, que é o que a gente chama de Tuberculose ativa. No principio da doença a pessoa pode ter só tosse. Por isso que a gente utiliza a tosse como um sinal de alerta para quem possa ter Tuberculose.”

Outros sintomas também podem indicar o contágio da doença, tais como falta de apetite, febre no fim da tarde e suor noturno. O colombiano John Pabón, de 26 anos, reside no Brasil há oito anos e conta que iniciou o tratamento da doença no início desde ano. Ele diz que, antes de descobrir que estava com Tuberculose, ele havia sido diagnosticado duas vezes com pneumonia, só que apenas depois de uma baciloscopia pode iniciar o tratamento correto. O seminarista revela que há muito preconceito em relação à doença.

“Existe, existe sim. De fato ontem eu vivi um pouco essa realidade do preconceito a respeito da doença como tal. Por quê? Porque há um desconhecimento geral a respeito do que a doença é e como ela é tratada atualmente, no sentido de que, claro, uma das primeiras coisas pelas quais eu me preocupei, obviamente, é porque o meu modo de vida é comunitário. Ainda que seja um espaço enorme, a gente vive de modo comunitário. O tempo inteiro em contato permanente. Então, a preocupação inicial não era a doença por ela mesma, se não a possiblidade de transmissão. Só que hoje o tratamento, desde a primeira ingestão do medicamento, evita a transmissão. Isso é uma coisa que ninguém sabe. Quando uma outra pessoa se da conta de que você tem Tuberculose, imediatamente tem uma reação de: ‘ih, esse cara vai me transmitir a doença.”

Mesmo com o preconceito, John continua fazendo o tratamento. São necessários seis meses de tratamento. Ele sabe que só assim poderá vencer a doença. É importante que todos os pacientes o façam até o final. Se não, além de não se curar, a pessoa doente pode transmitir uma bactéria mais resistente aos remédios para as pessoas com quem convive. Fique atento. Ajude a deixar essa história no passado. Tuberculose tem cura. Todos juntos contra a Tuberculose. Para mais informações, acesse saude.gov.br.

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