Educação - undefined·29 de agosto de 2018

Distrito Federal: Especialista acredita que o perfil empreendedor deveria ser trabalhado nas escolas

<p>Enquanto o DF registra maior porcentagem de jovens desocupados, estudante do Gama-DF alia Ensino M&eacute;dio com um curso t&eacute;cnico</p>

Por Agência do Rádio
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Em tempos de desemprego em alta no Brasil, os números são desanimadores, principalmente quando se trata dos jovens. Dados coletados em 2017 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) confirmam que, quase 7 milhões de pessoas com idade entre 18 e 24 anos não trabalham nem estudam.

Essa é uma realidade que também faz parte dos jovens do Distrito Federal com essa faixa etária. Outro levantamento do IBGE, no 2º trimestre deste ano, revela que a média nacional de jovens desocupados entre 18 e 24 anos representa mais de 26%. O DF ultrapassou esse número ao registrar mais de 29% de jovens nessa situação. O diretor regional do SENAI-DF, Marco Secco, acredita que para melhorar esse cenário, as escolas precisam trabalhar o perfil empreendedor para o jovem se inserir no mercado de trabalho.

“O papel das escolas é trabalhar nesse jovem para que ele tenha o perfil empreendedor o mais forte possível e ele possa se adequar às demandas que vão estar surgindo, né? O País vive uma questão de desemprego em índices altos. Naturalmente, o setor formal vai buscar aquele profissional que já tenha um nível maior de experiência. Então isso acaba acarretado essa dificuldade para o primeiro emprego”, opina.

O diretor regional do SENAI-DF, Marco Secco, destaca o perfil empreendedor para o jovem entrar no mercado de trabalho

Ainda na visão de Marco, o jovem precisa priorizar os estudos para, depois, aperfeiçoar as qualidades profissionais. “Quando a gente fala de empreender, a gente fala num aspecto amplo,
né? Também poder gerar renda de alguma forma trabalhar e ter iniciativas sociais. Então, a nossa perspectiva de educação ela estabelece justamente que se tenha um olhar diferenciado
para esse processo da educação”, acrescenta.

Ensino Básico

Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta a baixa taxa de conclusão da Educação Básica. No Brasil, pouco mais de 58% dos jovens completam essa etapa até os 19
anos. Contrapondo com essa realidade, Vinícius Soares, de 18, está no terceiro ano do Ensino Médio, mas já alia a rotina do ensino básico com um curso técnico. Ele também faz o curso de
assistente de Controle de Qualidade do SENAI do Gama-DF e acredita ser importante para melhorar o currículo e experiência profissional. “Preparado realmente não. Eu procuro mais conhecimento para poder me especializar na área para aprender mais e poder ir para frente. Mas preparado, realmente não muito. Eu organizo as minhas coisas com calma, procurando mais o conhecimento, e depois filtrar o que eu aprendi na área”, esclarece.

Vinícius já pensa em melhorar o currículo mesmo com 18 anos de idade. Mesmo no Ensino Médio, onde ele acredita que os alunos deveriam receber um panorama mais realista sobre as
áreas que pretendem exercer, para “explicar mais como é a realidade do mercado de trabalho, para a pessoa ter embasamento de como será o futuro dela e o que ela vai querer seguir em frente”, completa.

Para quem se interessar em realizar algum curso técnico no DF, acesse o site www.sistemafibra.org.br/senai. As três unidades do SENAI na região são: Gama, Sobradinho e Taguatinga.

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