No início do ano, a crise hídrica foi motivo de alerta para o controle dos criadouros do mosquito que transmite Dengue, Zika e Chikungunya. Para o diretor de Vigilância Ambiental em Saúde, Denilson Magalhães, o racionamento provocou o armazenamento de água em recipientes para o uso doméstico, criando possíveis focos do mosquito. Para combatê-lo, a Secretaria de Saúde está em campanha desde fevereiro e, com o período de chuvas, intensificou as ações de controle.
“Desde fevereiro, nós lançamos uma campanha para evitar uma transmissão sustentada de Dengue por conta do racionamento hídrico. E, agora, nós já lançamos a nossa campanha 2018. Então, nós já iniciamos, a partir de agora, a intensificação das nossas ações de controle para o próximo ano. Exatamente, por quê? Nós já iniciamos o período de chuva, iniciamos o período sazonal da doença, né? O período em que aumenta a nossa infestação predial, por conta do aumento de acúmulo de água da chuva. Nós já iniciamos agora pra evitar qualquer epidemia, qualquer aumento no número de casos.”
Há três anos, a advogada Deborah de Andrade Bandeira, de 26 anos, foi diagnosticada com Dengue. No início da doença, a suspeita era de virose. A presença do vírus transmitido pelo mosquito só foi detectada na terceira ida ao hospital, quando Deborah teve uma reação alérgica à medicação indicada para o tratamento da virose. A advogada precisou se afastar do trabalho por um mês, ainda assim, ela afirma que não foi o suficiente para a recuperação total.
“Eu tive muita dor no corpo mesmo, desidratei, febre também, febre alta, inchaço no corpo, muita dor nas mãos, na panturrilha. Eu fiquei de atestado 30 dias. Mas quando eu voltei, eu ainda não voltei 100%. Eu passei mal a primeira semana. Passava mal, de repente a vista apagava, dava muita fraqueza. É um mosquitinho feroz, a prevenção é o melhor remédio.”
Em 2016, foram registrados 17.552 casos prováveis de Dengue no Distrito Federal. Até novembro deste ano, o número foi de 3.991. Isso representa uma redução de 77%. Os casos de Zika e Chikungunya também apresentaram quedas significativas, com 81% e 70%, respectivamente. Faça a sua parte e lembre-se de que um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes.