Por Paulo Henrique Gomes
A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, advertiu sobre a possibilidade de uma “tempestade” econômica em nível global, durante um evento em Dubai nesta semana
De acordo com Lagarde, a economia está crescendo mais devagar que o previsto. Segundo ela, isso é consequência de quatro fatores: tensões comerciais com escalada de tarifas, alta das taxas de juros, incertezas relacionadas ao Brexit no Reino Unido e desaceleração da economia chinesa.
Segundo a coordenadora de Estudos do Comércio Exterior do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas, Lia Valls, isso tem a ver com a economia dos países mais ricos.
“Claramente você teve uma piora. Uma piora das expectativas nas grandes economias. Se for assim, são índices ponderados pelo PIB dos países”, afirma.
Ao se referir às tensões comerciais entre a China e os Estados Unidos, Lagarde disse que "a confiança está no coração das relações econômicas. "Quando há muitas nuvens, é preciso um raio para trazer a tempestade", disse ela.
Para a diretora-geral do FMI, o livre comércio requer esforços coletivos de todas as nações do mundo e a perspectiva que a guerra comercial se agrave interfere diante dos mercados financeiros, que temem as consequências para a economia mundial.
Na opinião de Lia Valls, a economia das grandes nações tem confirmado o alerta feito pela diretora-geral do FMI.
“Pesa muito a economia americana, a União Europeia, a própria China. Todas as grandes economias mundiais estão mostrando isso que ela falou. Quer dizer que há uma expectativa de desaceleração da economia mundial, de piora da expectativa para o mundo, para as grandes economias é uma piora mesmo”, afirma.
Segundo a chefe do FMI, a determinação política deve ser voltada para o bem comum. Lagarde também defende que a corrupção resulta em menos fé e crescimento da economia.