Quase 30 por cento dos jovens com idades entre 18 e 24 anos estão desempregados no Piauí, de acordo com dados do IBGE. E um dos motivos apontados por especialistas que levam o estado a registrar números negativos pode ser a qualidade do Ensino Básico regular oferecido nas salas de aula.
A falta de conhecimentos básicos em matemática, português, ciências e tecnologias, por exemplo, prejudica o jovem quando ele passa a buscar emprego no mercado de trabalho, como lembra o Gerente-Executivo de Estudos e Prospectiva da Confederação Nacional da Indústria, Márcio Guerra.
“Apesar de a educação colocada hoje passar por uma possibilidade de reforma, ela ainda é pouco conectada com os reais problemas do mercado de trabalho.”
O setor produtivo é responsável por quase 90 por cento das riquezas industriais do Piauí, de acordo com dados da CNI. No entanto, 40 por cento das empresas têm dificuldades para encontrar profissionais aptos a preencher vagas técnicas, de acordo com pesquisa publicada pela Fundação Dom Cabral, em 2016. O problema é a falta de qualificação dos trabalhadores.
A Diretora de Educação Profissional e Tecnológica do SENAI- PI, Sandra Ataíde, lembra que os cursos técnicos profissionais são caminhos mais curtos para o jovem conquistar o emprego.
“O diferencial é que esse jovem, quando conclui o curso, já está preparado para ingressar no mercado de trabalho. Porque os cursos são atualizados de acordo com os itinerários formativos a nível nacional e atendem exigências das empresas por esses profissionais.”
O trabalhador que conclui sua formação em cursos técnicos profissionais pode ter salário até 20 por cento maior, em comparação aos estudantes formandos da educação regular tradicional. O dado é de pesquisa PUC-Rio.
Com a colaboração de Cristiano Carlos, reportagem, Marquezan Araújo