Educação - undefined·31 de agosto de 2018

Desemprego no Piauí é de quase 30% entre jovens de 18 a 24 anos

<p>O setor produtivo &eacute; respons&aacute;vel por quase 90 por cento das riquezas industriais do Piau&iacute;, de acordo com dados da CNI. No entanto, 40 por cento das empresas t&ecirc;m dificuldades para encontrar profissionais aptos a preencher vagas t&eacute;cnicas</p>

Por Agência do Rádio
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Quase 30 por cento dos jovens com idades entre 18 e 24 anos estão desempregados no Piauí, de acordo com dados do IBGE. E um dos motivos apontados por especialistas que levam o estado a registrar números negativos pode ser a qualidade do Ensino Básico regular oferecido nas salas de aula.

A falta de conhecimentos básicos em matemática, português, ciências e tecnologias, por exemplo, prejudica o jovem quando ele passa a buscar emprego no mercado de trabalho, como lembra o Gerente-Executivo de Estudos e Prospectiva da Confederação Nacional da Indústria, Márcio Guerra.

“Apesar de a educação colocada hoje passar por uma possibilidade de reforma, ela ainda é pouco conectada com os reais problemas do mercado de trabalho.”

O setor produtivo é responsável por quase 90 por cento das riquezas industriais do Piauí, de acordo com dados da CNI. No entanto, 40 por cento das empresas têm dificuldades para encontrar profissionais aptos a preencher vagas técnicas, de acordo com pesquisa publicada pela Fundação Dom Cabral, em 2016. O problema é a falta de qualificação dos trabalhadores.

A Diretora de Educação Profissional e Tecnológica do SENAI- PI, Sandra Ataíde, lembra que os cursos técnicos profissionais são caminhos mais curtos para o jovem conquistar o emprego.

“O diferencial é que esse jovem, quando conclui o curso, já está preparado para ingressar no mercado de trabalho. Porque os cursos são atualizados de acordo com os itinerários formativos a nível nacional e atendem exigências das empresas por esses profissionais.”

O trabalhador que conclui sua formação em cursos técnicos profissionais pode ter salário até 20 por cento maior, em comparação aos estudantes formandos da educação regular tradicional. O dado é de pesquisa PUC-Rio.

Com a colaboração de Cristiano Carlos, reportagem, Marquezan Araújo
 

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