No Amapá 47% dos jovens de 18 a 24 anos, estão desempregados, de acordo com dados do IBGE. E um dos motivos apontados por especialistas que levam o estado a registrar números negativos pode ser a qualidade do Ensino Básico regular oferecido nas salas de aula.
Nas escolas, os estudantes de amapaenses alcançaram, em média, nota três e meio, no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o IDEB, que considera a nota quatro como média mínima ideal.
A falta de conhecimentos básicos em matemática, português, ciências e tecnologias, por exemplo, prejudica o jovem quando ele passa a buscar emprego no mercado de trabalho, como lembra a especialista em Administração da Universidade de Brasília (UnB), Débora Barem.
“Nós temos alguns problemas na educação de base de uma forma geral, não temos incentivos para que as crianças consigam digerir a matéria, o que é ciência, entender que não são coisas fora de nós.”
Os setores industriais do Amapá que mais necessitam de mão-de-obra qualificada são construção civil, responsável por mais de 60 por cento das riquezas industriais do estado, e os serviços industriais de utilidade pública.
De acordo com pesquisa publicada pela Fundação Dom Cabral, em 2016, 40 por cento das empresas têm dificuldades para encontrar profissionais aptos a preencher vagas técnicas. O problema é a falta de qualificação dos trabalhadores.
O Diretor-Geral do SENAI, Rafael Lucchesi, ressalta que o ensino técnico profissional é o caminho mais curto para o jovem conseguir emprego.
“Precisamos fazer um grande esforço se queremos ajudar a agenda de inclusão social para o jovem brasileiro melhorar a produtividade do trabalho, para melhorar a possibilidade dos jovens se inserirem no mercado de trabalho.”
O trabalhador que conclui sua formação em cursos técnicos profissionais pode ter salário até 20 por cento maior, em comparação aos estudantes formandos da educação regular tradicional. O dado é de pesquisa PUC-Rio.
Com a colaboração de Cristiano Carlos, reportagem, Sara Rodrigues