Educação - undefined·31 de agosto de 2018

Desemprego entre jovens pernambucanos está entre os maiores do país

<p>Entre dois trabalhadores, com mesma escolaridade, aquele que optou pela educa&ccedil;&atilde;o profissional pode ter sal&aacute;rio at&eacute; 20 por cento a maior no mercado de trabalho nordestino</p>

Por Agência do Rádio
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O desemprego entre os jovens pernambucanos é um dos mais altos do país. De acordo com dados da PNAD, do IBGE, quase 40 por cento dos jovens entre 18 e 24 anos estão desempregados no estado.

O pouco desenvolvimento de disciplinas voltadas para as profissões nas salas de aula do Ensino Básico regular tradicional pode estar contribuindo para a alta taxa de desemprego entre jovens, porque, segundo o Diretor Regional do SENAI de Pernambuco, Sérgio Gaudêncio, os estudantes saem do Ensino Médio com pouca ou “quase nenhuma” preparação para o mercado de trabalho.

Para ele, a educação da base precisa valorizar a formação técnica dos jovens para que tenham chances de disputar vagas do mercado de trabalho.

“O caminho é você atrelar o Ensino Médio à formação técnica. E isso já existe, mas é muito pouco percebido.”

Para o Gerente Executivo de Estudos e Prospectivas da CNI, Márcio Guerra, o estudante também precisa desmistificar o ensino universitário como única porta de entrada no mercado de trabalho.

Ele explica que os cursos técnicos profissionais são portas mais rápidas para o emprego e não anulam a possibilidade de, no futuro, os jovens se ingressarem nas faculdades.

“A educação profissional tem um papel na sociedade que ainda não foi descoberto. Existe um certo preconceito, mas é preciso entender que a educação profissional não substitui a educação superior.”

De acordo com uma pesquisa realizada pela PUC-Rio, entre dois trabalhadores, com mesma escolaridade, aquele que optou pela educação profissional pode ter salário até 20 por cento a maior no mercado de trabalho nordestino.

Com a colaboração de Cristiano Carlos, reportagem, Paulo Henrique Gomes
 

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