Educação - undefined·30 de agosto de 2018

Desemprego alto entre jovens reflete falta de investimento em Educação no Maranhão

<p>Investimento em educa&ccedil;&atilde;o profissional &eacute; proposta das ind&uacute;strias aos presidenci&aacute;veis</p>

Por Agência do Rádio
Ouvir · 00:02:33

Imagem não disponível

A imagem principal desta matéria não foi encontrada.

KIT DE REPUBLICAÇÃO
Ver kit completo
Nos siga noGoogle News
Seguir
Esta matéria é de livre reproduçãoVer licença
JORNAL DIGITAL PARA COMUNICADORES

O conteúdo que vai ao ar começa aqui.

Áudios, textos e roteiros produzidos todos os dias para rádios e mídias online regionais. Gratuito. Pronto para usar. Em todos os 27 estados. São 25 anos ao lado de quem comunica o Brasil.

Mais de 30 por cento dos jovens maranhenses, entre 18 e 24 anos, estão desempregados, de acordo com dados divulgados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a PNAD Contínua, do IBGE.

Em comparação ao número geral de trabalhadores que estão fora do mercado de trabalho no estado, que é de pouco mais de 14 por cento, os jovens representam quase 115%.

E o problema pode estar ligado a qualidade da educação oferecida aos jovens no Maranhão. De acordo com o site Ranking de Competitividade, em 2017 o estado ocupou a vigésima primeira posição entre todas as unidades federativas no item Educação.

Além disso, os planos pedagógicos adotados nas escolas não privilegiam a preparação dos estudantes para o mercado de trabalho por meio de cursos técnicos voltados para a realidade de cada estado, município, como explica o Gerente Executivo de Estudos e Prospectiva da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, Márcio Guerra.

“Há de se considerar que essa educação que é colocada hoje, que felizmente passa agora por uma possibilidade de reforma, ela ainda é muito pouco conectada com a realidade, ou seja, com as situações e problemas reais do mercado de trabalho. Então isso dificulta muito.”

Enquanto os jovens buscam entrar no mercado de trabalho, as empresas e indústrias esperam mudanças no modelo educacional do país em favor da melhor qualificação profissional dos estudantes.

A Coordenadora de Educação Profissional, Tecnologia e Inovação do SENAI, do Maranhão, Scheherazade Bastos, lembra que o jovem, o estudante, tem mais chances de entrar no mercado de trabalho quando ele é preparado em cursos profissionais.

“Essas pessoas, elas têm uma entrada no mercado de trabalho bastante significativa. As empresas tratam essa mão de obra, pessoas com essa qualificação, porque ela é bem específica, ela tem uma praticidade bem maior do que um curso, por exemplo, de universidade superior.”

Entre dois estudantes com a mesma escolaridade, aquele que se formou em educação profissional pode ganhar até 18 por cento a mais, em comparação com os estudantes que não fizeram cursos técnicos. Os dados são de pesquisa realizada pela Pontifícia Universidade Católica, do Rio de Janeiro, em 2017.

Com a colaboração de Cristiano Carlos, reportagem, Paulo Henrique Gomes
 

SOBRE

Agência do Rádio

Ver todas as matérias
t-page