Política - undefined·14 de agosto de 2018

Deputado não vota contra juiz e promotor, diz Ciro Gomes sobre reforma da Previdência

<p>Em evento com representantes do com&eacute;rcio, pedetista declarou que &eacute; preciso realizar plebiscito para tirar a reforma de impasses pol&iacute;ticos</p>

Por Agência do Rádio
Ouvir · 00:02:49

Imagem não disponível

A imagem principal desta matéria não foi encontrada.

KIT DE REPUBLICAÇÃO
Ver kit completo
Nos siga noGoogle News
Seguir
Esta matéria é de livre reproduçãoVer licença
JORNAL DIGITAL PARA COMUNICADORES

O conteúdo que vai ao ar começa aqui.

Áudios, textos e roteiros produzidos todos os dias para rádios e mídias online regionais. Gratuito. Pronto para usar. Em todos os 27 estados. São 25 anos ao lado de quem comunica o Brasil.

Em tom mais descontraído, o candidato do PDT à presidência, Ciro Gomes, afirmou, nesta terça-feira (14), que os brasileiros precisam manter uma relação próxima com o presidente do país e participar efetivamente de decisões importantes. Além do representante do Executivo, Ciro disse que o cidadão precisa lembrar em que votou para deputado.

O candidato participou de evento da União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), em Brasília. A indústria, o Sistema Único de Saúde (SUS) e, mais uma vez, o endividamento de famílias no Serviço de Proteção ao Crédito, o SPC, foram os principais temas abordados por Ciro.

Em relação à reforma da previdência, Ciro destacou que é preciso realizar um plebiscito porque ”deputado não vota contra juiz e promotor” e que esses cargos são os mais beneficiados pelo atual sistema.

“Persistindo o impasse, é preciso chamar o povo a votar diretamente através de plebiscitos e referendos. Eu imagino que a única coisa que vai demandar isso vai ser a reforma da Previdência, porque a reforma que precisamos vai ter que ferir privilégios. Deputado não vota contra juiz, não há a menor chance de deputado votar contra promotor nem aqui nem na Suécia, na Dinamarca”.

No setor de negócios, o pedetista defendeu que o Brasil tem um “legado burocrático extremamente formal”. Ele afirmou que, se eleito, implantará um sistema que permita a abertura de empresas em 48 horas, gerando um crescimento maior que 2% ao país.

Para isso, Ciro sugeriu a unificação de tributos sobre mercadorias, como PIS e ICMS, e a adoção de um Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) como forma para diminuir a burocracia. O presidenciável ressaltou ainda que será necessário reverter o pensamento brasileiro de que os empreendedores irregulares são maioria, e acreditar que, na verdade, são minoria no setor.

“Nós já estamos estudando a ideia de todos os documentos federais serem substituídos por um manual, e tentar que os estados adquiram o manual, com todos os regramentos para uma empresa funcionar. Um documento só em que o empresário ou pretendente a empresário diz lá ‘declaro que estou ciente dos regramentos que me foram entregues e minha empresa está apta a começar a funcionar’. Pronto, abre. O governo se satisfaria só com esse ato declaratório”.

Ciro apontou o setor de saúde como foco para ações após a posse do novo presidente da República. Ele disse que deve ser feito um mutirão de cirurgias específicas para desafogar o serviço público e hierarquizar os procedimentos. Segundo ele, a falta de gestão e o subfinanciamento são os maiores problemas do SUS.

Em resposta às questões relacionadas ao urbanismo, o pedetista observou a necessidade da participação maior de prefeituras e governos estaduais em programas de moradia, como o Minha Casa, Minha Vida. Ao final do evento, Ciro Gomes, em conversa com a imprensa, disse que os outros candidatos estão copiando suas propostas.

Reportagem, Clara Sasse

SOBRE

Agência do Rádio

Ver todas as matérias
t-page