A defesa do deputado Paulo Maluf (PP-SP) aguarda que o parlamentar seja transferido ainda nesta sexta-feira (22) para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Maluf está preso desde quarta-feira (20) na sede da PF em São Paulo, após se entregar à corporação.
Ainda não há uma data definida para a transferência do político. Os advogados do parlamentar paulista querem agilidade na transferência após a presidente e ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Carmen Lúcia, negar o pedido de suspensão da prisão nesta quinta (21).
Para cumprir uma possível prisão domiciliar, Paulo Maluf teria que passar por uma perícia, que é feita apenas em Brasília. A defesa alega que o parlamentar sofre de câncer, problema cardíaco, movimento limitado e hérnia.
Maluf se entregou à PF em São Paulo após o ministro Edson Fachin expedir a condenação de sete anos e nove meses para o político, acusado de desviar dinheiro de obras em São Paulo na época em que era prefeito da cidade.
De acordo com a denúncia do Ministério Público (MP), Paulo Maluf teria recebido propinas de contratos feitos com empreiteiras, caso da OAS e da Mendes Júnior. Os desvios de verbas teriam sido feitos durante a construção da antiga avenida Água Espraiada, hoje chamada de Roberto Marinho, que custou aproximadamente R$ 800 milhões.
As investigações contra o ex-prefeito e atual deputado já se arrastam por mais de dez anos, desde a instauração do processo. As investigações indicam que Maluf teria movimentado mais de US$ 170 milhões em recursos ilegais. Depois que Maluf foi eleito deputado e ganhou foro privilegiado, o Supremo Tribunal Federal assumiu o caso.
Reportagem, Raphael Costa