O presidente Michel Temer nomeou nesta quarta-feira (8) o novo diretor geral da Polícia Federal. Trata-se do delegado Fernando Segóvia, que vai substituir Leandro Daiello, que estava no cargo desde 2011.
Daiello diz estar deixando o cargo por conta de pressões familiares, cansaço e a sensação de dever cumprido no posto em que esteve durante seis anos. Ele esteve à frente da Polícia Federal durante todo o processo da Operação Lava Jato. A saída vem sendo negociada desde a entrada de Alexandre de Moraes, em maio do ano passado.
O governo federal reforça que a mudança na liderança da entidade não influenciará no curso das investigações e no andamento da operação Lava Jato.
A mudança já teve repercussão no Congresso. O deputado Carlos Marun, do PMDB, comentou a mudança.
“O diretor Daiello há muito tempo vem manifestando um cansaço pelo longo tempo que vem exercendo a função. Firam propostos três delegados com apoio da Polícia Federal. O presidente está optando por um e eu vejo isso com a maior naturalidade.”
O senador Randolfe Rodrigues, do Rede, elogiou o trabalho feito por Daiello e mostrou preocupação com a escolha do novo diretor.
“Eu espero, sinceramente, que essa mudança não tenha motivação política, no sentido de obstruir investigações que estão em curso, notadamente, com relação aos políticos.”
Segóvia é advogado formado pela Universidade de Brasília e tem 22 anos de experiência na carreira. Já foi superintendente regional da PF no estado do Maranhão e tem como especialidade as fronteiras do Brasil, ponto que o governo quer reforçar para combater o crime organizado.
Reportagem, Raphael Costa.