Educação - undefined·31 de agosto de 2018

Curso técnico traz esperança de emprego para jovem do Acre

Por Agência do Rádio
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Os dados do segundo trimestre de 2018 da PNAD, feita pelo IBGE, revelam que a taxa de desocupados no estado é de 13,5%; e mais de 30% são de jovens entre 18 e 24 anos. Lucas Mendes de Limas, de 21 anos, está desde fevereiro atrás de um emprego. A esperança é conseguir uma vaga de técnico em edificações, curso concluído por ele no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).

“Teve essa oportunidade e resolvi agarrar. Que era fazer um curso técnico concomitante com o ensino regular. A ideia era me formar no ensino médio regular e já ter uma profissão.”

Para a gerente de Educação Profissional do SENAI no Acre, Geane Reis, muitos jovens já têm percebido a importância do investimento em qualificação para a melhora das oportunidades de emprego.

“Apesar das dificuldades que a gente tem enfrentado, não diferente dos outros estados, a gente já começa a observar uma ‘crescente’ em relação à busca de qualificação profissional, pelos nossos alunos, até para se requalificarem, e serem reinseridos no mercado de trabalho. E também das próprias empresas desse segmento.”

O setor da indústria tem apostado na defesa da educação para melhorar a competitividade e a produtividade de trabalho no Acre e no restante do país.

O Mapa Estratégico da Indústria 2018-2022, lançado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no início do ano, apresenta uma agenda para aumentar a competitividade da indústria e do Brasil, e para elevar o bem-estar da população ao nível dos países desenvolvidos.

Segundo o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi, é preciso melhorar o diálogo do país com a educação para os jovens.

“A visão nossa, da Confederação Nacional da Indústria, vai muito nessa direção de estabelecer uma agenda que seja importante para a realidade brasileira, para os problemas que nós temos hoje de juventude no país. Nós temos um elevado grau de desemprego na população aberta, que está acima de 12%, mas entre os jovens, ele se aproxima de 30%. Então nós temos um grande contingente de jovens que é vítima exatamente dessa baixa capacidade de diálogo entre o nosso modelo educacional e as opções e projetos de vida dos jovens que passam pela escola.”

A 11ª meta do Plano Nacional de Educação (PNE) é triplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta e pelo menos 50% (cinquenta por cento) da expansão no segmento público.

Reportagem, Camila Costa

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