Saúde - undefined·06 de abril de 2018

CURITIBA (PR): Capital é a terceira com o menor número de casos de Tuberculose no país

Por Agência do Rádio
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Se você tem orgulho de morar em Curitiba, a capital tem mais outro motivo, além de ser uma das melhores cidades do Brasil, é a terceira capital do País com o menor número de casos de Tuberculose. Uma das razões é a presença de equipes preparadas para o diagnóstico e tratamento da doença em todas as 110 unidades de saúde da cidade. Mas não só isso: os curitibanos diagnosticados fazem questão de concluir o tratamento. Abandono é coisa rara na cidade. Foi assim com uma professora de 31 anos, que preferiu não se identificar, moradora da Avenida República Argentina, lá no bairro Novo Mundo.

“Eu descobri a doença no começo do ano de 2016. Foi um momento muito difícil porque eu tinha acabado de me casar e porque foi uma doença que acho que adquiri do meu pai e ele não teve êxito do tratamento. Meu pai faleceu. Ele fez o tratamento por quatro, cinco anos e não obteve a cura. Então, quando eu descobri foi um momento difícil de aceitação, né? Meu tratamento durou um ano porque eu já apresentava uma resistência à medicação. No começo foi bem difícil, mas obtive todo apoio do SUS de Curitiba e deu tudo certo meu tratamento. No começo foi doloroso, mas depois fui aceitando. Não desisti. Em nenhum momento eu pensei nisso porque meu objetivo era a cura. Hoje estou super bem. Estou curada.”

A professora deu o exemplo. Mesmo com um ano de tratamento, não desistiu. Mas nem todos os casos são assim. A maioria dos tratamentos têm seis meses de duração. Então, acabou de descobrir que tem Tuberculose ou está com todos aqueles sintomas comuns - tosse há mais de três semanas, perda de peso sem explicação, febre noturna? Não deixe de procurar tratamento. A coordenadora do Programa de Controle à Tuberculose de Curitiba, Liza Bueno Rosso, conta que em cada unidade de saúde da cidade, você terá o apoio necessário para chegar à reta final.

“A gente prioriza a observação da tomada do medicamento de segunda a sexta-feira por um profissional de saúde. Pode ser um agente comunitário, auxiliar de enfermagem, enfermeiro, de segunda a sexta-feira e aos finais de semana ele faz auto administrado. O medicamento como qualquer outro medicamento, pode provocar efeitos colaterais. Então, é importante que a gente acompanhe esse paciente. A gente coloca tudo na primeira consulta e trabalha com ele se é melhor que a gente vá a casa dele, se é melhor ele vir a unidade, ou se quer fazer próximo à unidade de saúde próxima ao trabalho. Além disso, a gente também oferece vale apoio-nutricional no valor de R$ 60,00 que ele pode trocar no armazém da família por alimentos e por materiais de higiene durante todo o período que ele estiver em tratamento. A gente tenta facilitar para que gente tenha adesão ao tratamento.”

O momento de combater a Tuberculose é agora. E se seu tratamento for mais longo, como foi o da professora, não se preocupe. Você tem apoio. Faça o tratamento até o final para que Curitiba se veja livre da Tuberculose de uma vez por todas! Ajude a deixar essa história no passado. Tuberculose tem cura. Todos juntos contra a tuberculose. Para mais informações, acesse saude.gov.br.
 

 

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