As 111 Unidades de Saúde de Curitiba já estão prontas para receber os foliões em clima de prevenção contra o HIV. Todas estão com equipes preparadas para prestar esclarecimentos, passar informações, além de deixarem à disposição da população um total de 20 mil preservativos. O Dia D acontece nesta sexta, 1° de março, com uma ação de abordagem na Rodoferroviária, onde haverá grande concentração de pessoas, que chegam e saem da capital paranaense.
De acordo com o último levantamento municipal da série histórica de acompanhamento, a capital teve quatro casos de infecção pelo HIV em 2017 e um caso de aids. A secretária municipal de Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak, chama a atenção da população para que pulem o carnaval com alegria, mas também com responsabilidade.
“É um momento de descontração, alegria, comemoração, mas não deixe de levar sua camisinha, leve junto e não deixe de usar. Prevenção é essencial sempre, usem sempre a camisinha.”
Um estudo feito a pedido do Ministério da Saúde aponta que a taxa de novos casos de HIV/aids em homens com idades de 15 a 19 anos no Brasil mais que triplicou entre 2006 e 2015: passou de 2,4 para 6,7 ocorrências a cada 100 mil habitantes. Já entre a população masculina de 20 a 24 anos, a taxa dobrou: de 15,9 para 33,1 casos a cada 100 mil habitantes.
Gabriel Comicholi, de 21 anos, faz parte dessa estatística. O rapaz descobriu que vivia com o HIV ao investigar um caroço no pescoço e uma febre alta. O diagnóstico foi uma surpresa, mas Gabriel não abaixou a cabeça. O jovem que segue o tratamento à risca, decidiu criar um canal na internet onde compartilha sua história e mostra para outros homens que é possível ter uma vida com qualidade.
“Pais, falem com seus filhos sobre o uso da camisinha, que é um assunto muito importante dentro de casa. A gente precisa reeducar, precisa educar e sempre reforçar a importância da prevenção, conversar todo dia. E, pros jovens, usem camisinha. Com certeza saber que você está prevenido contra várias infecções é muito importante pro seu futuro.”
As autoridades de Curitiba também estão mantendo os esforços para que permaneçam zerados os casos de transmissão do vírus das mães para os bebês, a chamada transmissão vertical, além de conseguir uma cobertura eficaz de proteção, não só no carnaval. Desde 2017, Curitiba não registra nenhum caso.
Em caso de dúvidas, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. E neste carnaval, não se esqueça: escolha se proteger e curta a folia com segurança. O importante é não se descuidar. Pare, pense e use camisinha. Conheça todas as formas de prevenção em aids.gov.br.