Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasiil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasiil

Cuida Mais Brasil: Equipes que contam com ginecologistas e obstetras ampliam em 25% o número de consultas de pré-natal

Para ampliar o atendimento de ginecologistas e obstetras na Atenção Primária à Saúde em todo Brasil, Ministério da Saúde vai investir mais de R$ 169 milhões


O desempenho no indicador de quantidade de consultas de pré-natal no Brasil é 25% maior nas equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) que contam com a presença de ginecologistas e obstetras no atendimento. Com maior busca ativa, os números também revelam um aumento de 15% no registro de casos de infecções  sexualmente transmissíveis (IST), como sífilis e HIV/Aids, em mulheres que realizam consultas de pré-natal  durante a gestação, nos locais onde estes profissionais integram a equipe de saúde.

Considerando os municípios brasileiros que têm médicos especialistas vinculados às equipes de saúde, o indicador de quantidade de consultas pré-natal é 43% maior. Já o total de exames realizados nas unidades que contam com ginecologistas e obstetras têm 38% mais procura por parte de mulheres grávidas. 

Segundo a enfermeira e Diretora do Departamento de Saúde da Família do Ministério da Saúde, Renata Maria de Oliveira Costa, os dados mostram que a presença de profissionais especializados significa melhor tratamento médico durante a gestação.

“Sabemos que é um momento delicado da vida da mulher e da família. De fato, há casos mais complexos, que muitas vezes precisam de um olhar mais especializado”, ressalta. Renata acrescenta que esse atendimento contribui para identificar eventuais doenças crônicas, além de monitorar a saúde das futuras mamães.

Foi graças à assistência e à orientação de profissionais especializados durante o pré-natal pelo SUS que a estudante Paula Maiara, de 19 anos, moradora do Entorno do Distrito Federal, descobriu que sua gestação era de alto risco.

“Fiz os exames, tudo certinho. Só que aí em um dos exames deu umas alterações, me classificaram como gravidez de alto risco. Então, me encaminharam para Luziânia. Estão cuidando melhor de mim”, conta Paula.

Atualmente, 2,1 mil municípios brasileiros contam com profissionais especializados no atendimento materno e infantil na Atenção Primária à Saúde. Ao todo, são 5,3 mil ginecologistas e obstetras vinculados a 1,3 mil equipes. 

Para ampliar esse serviço a até  7,4 mil equipes, o Ministério da Saúde, por meio do Programa Cuida Mais Brasil, vai reforçar os atendimentos feitos por pediatras e ginecologistas-obstetras na APS. Assim, esse suporte ficará mais perto das Unidades Básicas de Saúde (UBS) em todo Brasil.

Cuida Mais Brasil: o que é?

Lançado este ano, o Cuida Mais Brasil é um programa do Ministério da Saúde que vai liberar R$ 169,6 milhões para atendimentos feitos por médicos pediatras e ginecologistas/obstetras na Atenção Primária à Saúde. A iniciativa tem como foco garantir a saúde geral da mulher desde a gravidez até o acompanhamento de crianças recém-nascidas e o cuidado com a infância por meio de ações complementares às equipes da Saúde da Família e Atenção Primária à Saúde.

Para mais informações, acesse o site do Ministério da Saúde: gov.br/saude. Ou entre em contato com a Secretaria de Saúde do seu estado.
 

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LOC.: O índice de consultas durante o pré-natal é 25% maior nas equipes da Atenção Primária à Saúde do SUS que contam com ginecologistas e obstetras. O mesmo acontece com a identificação de doenças sexualmente transmissíveis, como sífilis e HIV, que tem um percentual 15% superior nos grupos que trabalham com profissionais dessas especialidades.

Segundo a Diretora do Departamento de Saúde da Família do Ministério da Saúde, Renata Maria de Oliveira Costa, os dados mostram que a presença de profissionais especializados significa melhor tratamento médico durante a gestação.
 

TEC./SONORA: Renata Maria de Oliveira Costa, Diretora do DESF.

“Sabemos que é um momento delicado da vida da mulher, da família de maneira geral, e que de fato os casos mais complexos, sejam ginecológicos, doenças crônicas, câncer, muitas vezes precisam de um olhar mais especializado, como também as situações obstétricas mais complexas que precisam desse olhar mais especializado. Esperamos que isso venha a diminuir a mortalidade materno-infantil.” 
 

LOC.: Foi graças à assistência e à orientação de médicos especializados durante o pré-natal realizado pelo SUS que a estudante Paula Maiara, de 19 anos, moradora do Entorno do Distrito Federal, descobriu que sua gestação era de alto risco.
 

TEC./SONORA: Paula Maiara - estudante          

“Consegui ‘facinho’. Fui ao posto e marquei o pré-natal para o próximo mês. Fiz o meu primeiro pré-natal, fiz tudo certinho. Só que alguns dos exames deram alterações. Então, me classificaram como gravidez de alto risco. Me encaminharam para Luziânia.”

LOC.: Para reforçar os atendimentos feitos por médicos pediatras e ginecologistas/obstetras na Atenção Primária à Saúde, o Programa Cuida Mais Brasil, do Ministério da Saúde, vai investir mais de 169 milhões de reais junto aos municípios. O foco é a saúde geral da mulher, do período de gestação até o acompanhamento de crianças recém-nascidas e o cuidado com a infância.
Para mais informações, acesse o site do Ministério da Saúde: gov.br/saude. Ou entre em contato com a Secretaria de Saúde do seu estado.

Reportagem, Gabriel Spies