A malária é um dos problemas de saúde que, nos últimos anos, mais preocupou as autoridades de Cruzeiro do Sul. Em 2017, a cidade foi a que mais registrou, em todo País, casos da doença. No ano, 21 mil foram notificados. Diante da triste marca, em 2018, o panorama foi alterado. Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, naquele ano, o número caiu para 12 mil casos – uma redução de 38%.
A chefe do setor de Epidemiologia, Muana Araújo, detalha o que foi feito no município para combater a malária.
“Nós ampliamos a questão da educação em saúde e buscamos parcerias com outras instituições, por exemplo, as secretarias de Educação, Meio Ambiente, associações de moradores, produtores rurais, agricultura, a fim de demonstrar a importância do cuidado tanto pessoal quanto coletivo. Fizemos a adaptação e a ampliação da rede de diagnóstico aqui do município. Ampliamos mais a rede para as localidades que identificavam casos, mas não tinham notificação nas localidades, além do funcionamento de alguns postos de notificação aos fins de semana. Garantindo que as pessoas tenham um diagnóstico mais rápido e um tratamento em tempo oportuno, quebrando a cadeia de transmissão", explicou Moana.
Além disso, o Ministério da Saúde enviou para cidade cerca de 21 mil mosqueteiros impregnados com inseticida, importante método de proteção ao mosquito transmissor. Os focos foram as regiões de Vila Santa Luzia do Pentencostes, Vila Assis Brasil, Ramal dos Caracas, Ramal 2 e 3 e Vila Lagoinha, consideradas as principais localidades de transmissão.
Mesmo com redução no número de casos na cidade, a doença ainda persiste e isso reforça a importância da prevenção. No último dia 25 de abril, Dia Mundial da Malária, o Ministério da Saúde lançou a campanha com foco na região Amazônica, que concentra mais de 99% dos casos desta grave doença.
Em Cruzeiro do Sul, quem sofreu com a malária foi o funcionário público Marivan de Silva, de 45 anos. Ele conta que foi infectado quatro vezes. Em uma das últimas, teve dois tipos diferentes ao mesmo tempo, entre elas a Falciparum, tipo mais grave. Marivan detalha o que fez após sentir os primeiros sintomas.
“Rapidamente eu busquei o atendimento e o diagnóstico. Fiz o tratamento, não interrompi nenhuma vez, e o tratamento foi bem eficaz. Tomei todas as doses completas, certinhas, e a partir daí não tive problema nenhum. Nenhuma recaída", relatou o funcionário público.
Uma vez que o mosquito carapanã pica uma pessoa doente de malária e é contaminado com o parasita Plasmodium, o inseto já começa a transmitir a doença. Por isso, o diagnóstico precoce e o tratamento sem interrupções é fundamental para a cura do paciente. Em caso de febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima da sua casa.

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