Meio Ambiente - undefined·23 de março de 2018

Crise hídrica vivida no Brasil é resultado das mudanças climáticas, afirma ministro do Meio Ambiente

<p>ONU estima que at&eacute; 2050 mais da metade da popula&ccedil;&atilde;o ter&aacute; acesso restrito &agrave; &aacute;gua, caso n&atilde;o haja controle no uso do recurso</p>

Por Agência do Rádio
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Na semana em que se celebra o Dia Mundial da Água, não há motivos para comemorar. A afirmação do ministro Sarney Filho, do Meio Ambiente, durante evento do Fórum Mundial da Água, em Brasília, reforça o discurso de que é preciso poupar para não faltar. Nesta semana, a Organização das Nações Unidas divulgou um relatório que aponta o tamanho da crise hídrica mundial: até 2050 mais da metade da população terá acesso restrito à água, caso não haja controle no uso do recurso.

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Sarney Filho disse ainda que os reflexos da falta de preservação ambiental já podem ser sentidos no Brasil, que passa por grave crise hídrica nos últimos anos. Ao citar o Dia Mundial da Água, o ministro salientou que o momento é de reflexão.

“Nessa área ambiental, seja na floresta, no clima, na água, nós não temos muito o que comemorar. Nós temos que refletir, buscar caminhos, por que a situação global é muito grave. Aqui no Brasil, as mudanças climáticas resultaram na crise hídrica. A maior seca do Nordeste, Sudeste teve uma crise hídrica há três anos e meio, quatro anos. Brasília ainda está vivendo o racionamento, saindo agora dessa crise hídrica. Isso tudo é reflexo das mudanças climáticas.”

Opinião semelhante tem o presidente da Embrapa, Maurício Lopes. Citando o avanço tecnológico, defendeu o engajamento social e político como ponto de equilíbrio entre produção no campo e proteção ao meio ambiente.

“A tecnologia nos ajudou a intensificar o uso da terra e garantir esse equilíbrio entre a conservação dos nossos biomas e a capacidade do país de seguir produzindo alimento. Qual foi a fórmula para chegarmos nisso? Um grande investimento em instituições e ciência, geração de conhecimento, em treinamento e capacitação que o Brasil fez muito bem nos últimos 40 anos. Políticas públicas, o Brasil foi capaz de passar políticas públicas extremamente importantes”.

No segundo dia de eventos em Brasília, o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, apresentou dados que mostram que pelo menos 917 municípios brasileiros (16%) apresentam algum risco relacionado à seca e à falta d’água. Isso quer dizer que uma em cada seis cidades do país enfrentam problemas com a escassez hídrica. O levantamento se refere aos municípios que tiveram situação de emergência reconhecida pelo governo federal nos últimos seis meses.

Reportagem, Tácido Rodrigues

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