Política - undefined·07 de julho de 2017

CRISE: Cássio Cunha Lima afirma que governo pode estar perto do fim; Temer rebate

Por Agência do Rádio
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LOC.: O governo Michel Temer está “no início do fim”. A afirmação é do presidente do Senado em exercício, senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).  Em conversa com jornalistas nesta sexta-feira (7), o tucano disse que o presidente da República não tem apoio popular e está perdendo sustentação no Congresso.

TEC./SONORA:
Cássio Cunha Lima, Senador da República (PSDB-PB)

“Nós podemos estar diante do início do fim, porque o presidente Michel Temer não tem nenhum apoio popular. Ele se sustenta basicamente com o apoio parlamentar. Se no seu próprio partido esse apoio estremece, é claro que poderemos ter um colapso no governo, com um efeito dominó que poderá levar a um desfecho de acolhimento da ação penal”

LOC.:
De acordo com Cássio Cunha Lima, o PMDB, partido de Michel Temer, será fundamental na permanência, ou não, de Temer na presidência. Isso porque, cabe ao pmdbista Sergio Zveiter, a tarefa de elaborar o parecer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sobre a denúncia da Procuradoria Geral, que acusa o presidente de corrupção.

Cássio Cunha Lima também comentou o vazamento de uma conversa que teve com investidores, na qual teria dito que dentro de 15 dias o país teria um novo presidente.

TEC./SONORA:
Cássio Cunha Lima, Senador da República (PSDB-PB)

“Essas conversas com investidores elas acontecem de forma confidencial, eu acreditei nessa confidencialidade, mas a conversa vazou e vazou parcialmente.”

LOC.:
Essa declaração chegou aos ouvidos do presidente Michel Temer que está na Alemanha participando da cúpula do G20, grupo que reúne as 20 principais economias do mundo.

TEC./SONORA:
Michel Temer, Presidente da República

“Vamos esperar 15 dias, não é verdade? Vamos esperar 15 dias. Eu acho que foi força de expressão. Às vezes as pessoas se entusiasmam um pouco.”

LOC.:
Depois de passar pela CCJ, a denúncia contra Temer seguirá para o Plenário, onde serão necessários 342 votos para que haja a autorização de abertura de processo criminal contra o presidente.

Reportagem, João Paulo Machado
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