Criciúma ainda precisa vacinar cerca de 150 mil pessoas para afastar de vez possíveis transtornos com a Febre Amarela. A estimativa é da Secretaria Municipal de Saúde. Na cidade, apenas 15% de toda população foi imunizada contra a doença, neste ano.Todas as pessoas a partir dos nove meses de vida devem ser vacinadas em uma das 44 salas de imunização da cidade. Segundo recomendação da Diretoria de Vigilância Epidemiológica do governo de Santa Catarina, a ação é simples, segura e contribui para o bem-estar de todos os criciumenses.
Na cidade, três supostos casos de infecção de Febre Amarela foram investigados em 2018, de acordo com números divulgados pela diretoria. Felizmente, todos foram descartados.Até 20 de novembro, a diretoria notificou 57 casos suspeitos de Febre Amarela em Santa Catarina. Desses, apenas um foi confirmado: um morador do município de Gaspar, com histórico de viagem para o município paulista de Mairiporã.
Com a chegada do verão, as chances de transmissão da Febre Amarela aumentam –segundo o Ministério da Saúde. As autoridades em saúde alertam para que a população procure pela vacina o quanto antes. A secretária Municipal de Saúde, Franciele Gava, lembra que todas as salas de vacinação da cidade têm doses disponíveis.
“Temos 44 salas de vacina, todas elas possuem a vacina, no município, e desde que o usuário esteja na faixa etária recomendada pelo Ministério da Saúde, ele pode, então, procurar a unidade para receber a vacina. Nós temos três pontos na cidade com horários estendidos que ficam até às 19 horas: a policlínica do Rio Maina, a Unidade 24 horas Boa Vista e a Unidade Básica de Saúde da Próspera.”
A estilista Layla Farias, de 29 anos, moradora do Centro de Criciúma, precisou colocar a carteira de vacinação em dia para uma viajem internacional. Entre as doses recomendadas estava a de Febre Amarela. Na opinião de Layla, independentemente de ter uma viagem marcada, toda a população precisa se proteger para evitar o aparecimento da doença na cidade.
“A gente não tem que esperar ter um surto da doença para poder se vacinar. Se é uma vacina gratuita, então, eu acho que a população deve, como obrigação mesmo, deve se vacinar para que não espere o surto acontecer, não espere vir algum caso para que aí vá se vacinar porque pode ser tarde demais.”
A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, ressalta a necessidade de as pessoas aproveitarem dezembro para ir aos postos de vacinação. Isso porque, os estudos apontam uma maior chance de circulação do vírus entre dezembro e maio. Carla Domingues ressalta também que os riscos de transmissão envolvem toda a população desde criança a idosos.
“Ela é recomendada a partir dos nove meses de idade. As pessoas acima de 60 anos podem ser vacinadas desde que não haja nenhuma contraindicação. Nós precisamos garantir que toda essa população seja vacinada porque só dessa forma você tem a garantia de proteção. Não adianta vacinar um grupo e não vacinar o outro porque é uma doença transmitida pelo mosquito e ele pode picar qualquer pessoa.”
Vale lembrar que, em Criciúma, três unidades de saúde têm atendimento estendido até às 19 horas: a Policlínica do Rio Maina, a Unidade 24 horas Boa Vista e a Unidade Básica de Saúde da Próspera. Para mais informações, acesse: portalms.saude.gov.br
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