O desafio de garantir lugar no mercado de trabalho é cada vez mais difícil, já que, a quantidade de desempregados é cerca de 14 milhões em todos os estados do país.
O eletrotécnico sul-mato-grossense, Gleison Ferreira, escapou do desemprego após concluir um curso técnico no SENAI, em 2016. Antes, como motorista, Gleison tinha dificuldades de encontrar emprego por causa da grande concorrência pelas vagas.
Ele conta que a nova qualificação o posicionou em uma área com demanda de mão-de-obra, ou seja, com pouca concorrência. O emprego veio e ainda acompanhado de bom salário e benefícios.
“Hoje em dia se você não tiver um curso técnico, se você não tiver uma qualificação, principalmente nessa área de eletricidade, o mercado não te contrata. Mas se você se especializar, o mercado vai brigar por você, porque ele sabe que você tem uma qualificação que ele precisa dentro da empresa.”
O mercado de trabalho no setor industrial no Mato Grosso do Sul deve ficar ainda maior por causa das novas tecnologias que estão sendo implantadas nas empresas, como automação e robótica.
Por isso, o desafio é qualificar o jovem para atender a demanda atual das indústrias e, ainda, projetar o futuro do desenvolvimento do estado por meio da Educação Básica e profissional, como lembra o diretor-geral do SENAI sul mato-grossense, Rodolpho Mangialardo.
“Estamos com a expectativa que os setores que mais vão contratar são aqueles voltados para a tecnologia de dados, internet das coisas, automação e robótica.”
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De acordo com um estudo encomendado pelo SENAI, com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2014, do IBGE, profissionais que fizeram cursos técnicos têm renda superior de até 18%, em média, em comparação aos trabalhadores que concluíram apenas o Ensino Médio regular.
Para o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi, a Educação Básica no país precisa melhorar no ensino das ciências, tecnologias e inovações para, só assim, os estudantes de hoje terem condições de entrar na concorrência pelo emprego com a qualificação ideal, no futuro.
“Precisamos fazer um grande esforço se queremos ajudar a agenda de inclusão social para o jovem brasileiro, para melhorar a produtividade do trabalho, para melhorar a possibilidade dos jovens se inserirem no mercado de trabalho, construírem seus projetos individuais e gerar mais riqueza, bem-estar e competitividade para as empresas e para o país.”
No Mato Grosso do Sul, os setores de construção civil, alimentos, serviços industriais de utilidade pública, máquinas e equipamentos, entre outros, são responsáveis por mais de 80 por cento das riquezas geradas pela indústria do estado. Os dados são do Portal da Indústria.
Com a colaboração de Cristiano Carlos, reportagem, Aline Dias