Ciência & Tecnologia - undefined·28 de setembro de 2018

Crescimento de segmento alimentício no Acre fomenta indústria 4.0

Por Agência do Rádio
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Por Camila Costa

A incorporação das novas tecnologias nos processos produtivos é uma urgência dentro das empresas e indústrias brasileiras. No Acre, a procura por inovações que elevem a produtividade e competitividade do setor industrial aumentou no último ano, principalmente, dentro do segmento alimentício que, inclusive, foi o setor que mais cresceu no estado. Em 2017, o ramo de alimentos representou quase 40% de todo setor industrial local, que até 10 anos atrás era formado predominantemente pelos setores de marcenaria, serraria e construção civil.

Big data, inteligência artificial e internet das coisas são tipos de novas tecnologias que vão transformar os negócios e o mercado de trabalho, apontam especialistas (Veja quadro). A tendência é que atividades repetitivas e insalubres sejam realizadas por máquinas. Por outro lado, profissionais que dominem as novas tecnologias e tenham competências socioemocionais – como saber trabalhar em equipe com criatividade e empreendedorismo – devem se posicionar melhor no novo mundo que vai mudar completamente.

“O SENAI vem apoiando as empresas no sentido de fazer mentoria, orientá-las, aplicar os diagnósticos de maturidade para indústria 4.0 e oferecer consultorias para a promoção da incorporação dessas tecnologias. O que a gente tem falado muito para os empresários é que eles precisam, na verdade, organizar internamente, organizar a casa, para daí sim começar a incorporar as tecnologias”, observa a consultora em Tecnologia no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) do Acre, Francieli Bender Maritan.

A consultora afirma que o Acre não é tão industrializado como outros estados, mas que o setor tem percebido um crescimento industrial e, mais do que isso, um movimento de interesse por inovações tecnológicas. “Estão enxergando que a indústria 4.0 vem para facilitar os processos deles e alavancar a produtividade.”, justifica Francieli,

A nova era


A Indústria 4.0 resulta da incorporação, em larga escala, de tecnologias digitais à produção industrial. Ela vem transformando a forma como se produz, com novos processos, produtos e modelos de negócios que há pouco tempo não era cogitado. Além disso, promete tornar os modelos convencionais de produção gradualmente ineficientes, o que força o setor produtivo a incorporar as novas tecnologias o quanto antes, como mostra o estudo da Confederação Nacional das Indústria (CNI), o “Propostas para as eleições 2018 - Indústria 4.0 e Digitalização da Economia”.

De acordo com o material enviado aos candidatos à presidência da República – como forma de estimular o debate nos próximos quatro anos –, as principais nações industrializadas têm inserido a Indústria 4.0 no centro de suas estratégias de política industrial para preservar e aumentar a competitividade dentro do setor produtivo.

Especialistas garantem que os impactos irão muito além de ganhos de produtividade no chão de fábrica. Leia mais sobre o assunto aqui.

São ganhos estruturais dentro da empresa, desde a forma como os gestores fazem controle até como eles farão uso dessas informações, para ganhos, inclusive, de lucratividade. Um exemplo é uma empresa que precisa coletar o número de peças produzidas. De forma manual, demora e não é confiável. Um sensor introduzido dentro do processo de manufatura enxuta, por exemplo, faria o mesmo serviço de forma automática, economizaria tempo de mão de obra e ainda levantaria um dado real para ser analisar. “Hoje muitas das empresas não têm uma informação de forma confiável para que possa analisar e tomar decisão”, pondera Francieli.

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