Apenas 18% da população entre 18 e 24 anos cursava ensino superior no Brasil em 2016. Enquanto isso, 47% dos que terminaram o ensino médio nesse mesmo ano optaram por algum curso técnico. Os dados mostram que a procura por cursos técnicos no País tem aumentado, assim como a busca por profissionais qualificados.
Estudo de uma multinacional de recrutamento mostra que há vagas com bons salários para técnicos, mas falta mão de obra especializada. A diretora regional do Senai em Tocantins, Márcia Rodrigues, explica que a educação profissional tem aberto portas para jovens e adultos no mercado de trabalho.
“Aqui em Tocantins, 5% dos colaboradores que estão nas empresas ou nas indústrias têm ensino superior e 54% possuem ensino técnico. A gente percebe que a indústria precisa de mão de obra técnica especializada, pronta para a solução de problemas e aumento da produtividade dessa indústria.”
Em 2016, o número de matriculados na educação profissional no estado chegou a quase 16 mil, o triplo do registrado em 2006, de acordo com o Censo Escolar. Nos países europeus, mais de 50% dos estudantes optam por educação profissional. Na Áustria, por exemplo, a média chegava a 75%. No Brasil, não passava de 10% dois anos atrás. Márcia Rodrigues comenta.
“[O curso técnico] permite essa rápida empregabilidade para os jovens. Muitos que vão para o ensino superior abandonam o curso, porque não possuem uma fonte que dê receita, não dê fonte para custear o ensino superior. Quando ele vem para o ensino técnico, como ele já percebe rapidamente essa ponte com o mercado de trabalho, se utiliza desses recursos para que possa dar continuidade à sua formação.”
Segundo dados do último Mapa do Trabalho Industrial, o Brasil vai precisar qualificar 13 milhões de técnicos até 2020 para atender à demanda da indústria.
Reportagem, Jalila Arabi.