Economia - undefined·16 de maio de 2018

Copom mantém taxa básica de juros em 6,5%

<p>Decis&atilde;o surpreendeu mercado financeiro, que esperava nova queda na Selic</p><p>&nbsp;</p>

Por Agência do Rádio
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (16) – por unanimidade - pela manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 6,5% ao ano. A decisão surpreendeu analistas financeiros que esperavam uma nova queda na taxa.

Isso no porque, na ata da última reunião do Comitê, houve uma sinalização de novo corte – mesmo que moderado. Tudo isso, é claro, se o cenário econômico continuasse evoluindo junto às expectativas do BC.
Agora, com a decisão de manter a taxa em 6,5% ao ano, acaba um ciclo que incorporou 12 cortes consecutivos da Selic. Desde outubro de 2016 que o Copom vinha reduzindo, a cada reunião, a taxa.

Entre os motivos que justificaram a manutenção da Selic em 6,5%, está a volatilidade do cenário externo que, de acordo com o Copom, se tornou mais desafiador. A instituição afirmou que algumas economias avançadas normalizaram as taxas de juros, o que produziu ajustes nos mercados financeiros internacionais. Com isso, “houve redução do apetite ao risco em relação a economias emergentes”.

Selic

Para entender melhor, a taxa Selic é a média de juros que o governo paga quando precisa pegar dinheiro emprestado dos bancos. Por isso, quando a Selic está muito alta, os bancos preferem emprestar dinheiro ao governo para lucrar mais. Só que ao fazer isso, os bancos acabam cobrando juros mais altos dos consumidores comuns, porque há menos dinheiro disponível em caixa.

Assim, quando o Copom ajusta a Selic, ele também acaba influenciando no cumprimento da meta da inflação. Quando a inflação está muito alta, por exemplo, o BC costuma aumentar a Selic, esperando que o crédito mais caro sirva para frear o consumo e, dessa forma, que os preços baixem.


Reportagem, Bruna Goularte

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