Os últimos dias de trabalho no Congresso Nacional estiveram voltados para o debate sobre os rumos do futuro governo, que assume o comando do Brasil já no próximo dia 1º de janeiro.
Entre os assuntos mais discutidos, esteve a promessa do futuro ministro da economia, Paulo Guedes, de dar uma “facada” nos recursos do Sistema S. O debate tomou conta do último dia da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Formado por entidades como, por exemplo, Sesc, Sesi e Senai, o Sistema é responsável por diversos programas de educação técnica e serviços de saúde no Brasil.
Preocupados com o possível corte de recursos, parlamentares da região Centro-Oeste se manifestaram em defesa do Sistema S. Um deles foi o senador pelo Distrito Federal Cristovam Buarque (PPS). De acordo com o parlamentar, a eficiência do trabalho feito pelo Sistema precisa ser levada em consideração.
“Simplesmente reduzir gastos de um sistema que funciona pode trazer problema grave na educação. Conheço o trabalho do Sistema “S”, e não vou dizer se o que eles gastam poderia gastar menos e fazer o mesmo. Não sei. Pode até se fazer uma análise para saber onde se pode reduzir. Temos que buscar eficiência em tudo e acabar com vazamentos. Tem vazamento? Vamos fechar o vazamento, mas jamais tratar a situação só financeiramente”, defendeu o senador.
Para se ter uma ideia, somente no Centro-Oeste do país, o impacto de uma “facada” de 30% no SESI, como a sugerida por Paulo Guedes, faria com que 121,8 mil vagas em cursos profissionais fossem cortadas por ano. Além disso, 13 escolas de formação profissional seriam fechadas.
Com a colaboração de João Paulo Machado, reportagem, Marquezan Araújo