TEC./SONORA: Luiza De Marilac, agente de endemias
“Hein mamãe, presta atenção! Você quer seu filho lá no hospital, você sofrendo lá...? Então fiquem atentas! Está chovendo muito e o sol quando vem, está muito quente. Em um instantinho esse mosquito vai se proliferar. E ele coloca muitos ovos que a gente não enxerga. Lave suas vasilhas com água, sabão, com bucha, esfregue bem. De três em três dias, olhe a vasilha da galinha, do gato do cachorro.”
TEC./SONORA: Cleonice de Oliveira, auxiliar de serviços gerais, 48 anos
“Muita dor no corpo, umas manchinhas. Eu não conseguia trabalhar. Fiquei muito fraca. E a gente não consegue alimentar, não é? Mal, mal consegue tomar água. Eu cheguei a ficar muito tempo de cama. E onde eu morava tinha muito lotes sem capinar. Todo mundo tem orientação, mas nem todo mundo faz, não é? Às vezes na casa da gente a gente faz, mas o vizinho não faz. Aí fica complicado. Às vezes o lixo na rua [também]. E, querendo ou não a Dengue é assim: a pessoa tem que precaver e fazer a parte dela.”
TEC./SONORA: José Cerbino, vice-diretor de Serviços Clínicos do Instituto Nacional de Infectologia da Fiocruz
“O vírus da Chikungunya é um vírus um pouquinho diferente dos outros dois. Ele é de uma família diferente, não é um flavivirus. Mas é um vírus muito semelhante. Então, de novo: ele acontece no mesmo período, nos mesmos locais onde vai acontecer a Zika e a Dengue. A principal característica da Chikungunya é a dor articular, a dor nas juntas. A palavra Chikungunya é uma palavra africana que quer dizer ‘andar recurvado’. E esse anda recurvado é por causa da dor que a pessoa que tem a doença sente.”