Economia - undefined·11 de junho de 2018

Construção Civil vive momento delicado em São José do Rio Preto

<p>Segundo dados do Caged, de maio de 2017 a abril deste ano, o munic&iacute;pio registrou varia&ccedil;&atilde;o negativa de 9,07% na taxa de empregabilidade</p>

Por Agência do Rádio
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Por Marquezan Araújo

Construção Civil

Situada em um estado onde o nível de empregabilidade ainda mostra sinais de fragilidade, São José do Rio Pretovive um drama de desemprego, sobretudo no setor da Construção Civil.
Segundo dados que constam no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Caged, foram admitidos 5.595 trabalhadores, enquanto 6.363 foram mandados embora entre maio de 2017 e abril deste ano. Um saldo de 768 vagas fechadas, o que corresponde a uma variação de 9,07%.

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Sócio proprietário da empresa Bortoli Engenharia, com sede em São José do Rio Preto, o empresário Sérgio Valente diz que está sentindo na pele a crise que afeta osetor da Construção Civil. Ele conta que, atualmente, a empresa tem 45 empregados, mas não há nenhuma perspectiva de melhora nos negócios que amplie o grau de contratações.

“Na minha avaliação, a coisa está indo de mal a pior. Foi o pior período que eu passei até agora e a gente não vê perspectiva de mudança. Isso é o que está gerando maior desconforto para a gente. Nesse período agora, nós demos essa estagnada e a gente teve que fazer algumas demissões”, afirmou ele.

“O pessoal não se agarra muito às empresas. Se uma empresa oferece R$ 50 a mais, o funcionário acaba partindo para ela. Isso acaba gerando oscilação nas contratações e demissões”, disse Valente.

Oeconomista e professor da PUC-SP Antônio Carlos Alves destaca que o momento é delicado, e como se trata de um ano eleitoral, nada está definido para a economia dos municípios paulistas.

“Somadoà incerteza, em relação a quem vai ser o novo presidente, portanto qual política econômica será adotada, todos esses fatores convergem em uma instabilidade, nas decisões de investimentos por parte dos empresários, em particular as decisões de investimento na construção civil. Mas se pegarmos os dados, por exemplo, da indústria, eles também não são animadores”, avaliou o especialista.

“A primeira coisa que temos que lembrar é que o setor da construção civil é muito importante na geração de empregos. E a produção civil depende de encomendas por parte do setor público e do setor privado”, concluiu.

Propostas

Faltando menos de quatro meses para as eleições, os discursos dos pré-candidatos à Presidência da República se voltam para soluções de combate ao desemprego. No caso do número significativo de demissões no setor da Construção Civil, Ciro Gomes, do PDT, faz menção aSão José do Rio Preto e apresenta a cidade como possível polo de apoio a outras regiões próximas.

“Você tem muitas obras paradas, descontinuadas, e isso faz com que a capacidade de crescimento de São José do Rio Preto reduza-se aí para menos de 1% ao ano, em uma hora que, evidentemente, as coisas estão muito piores pelo Brasil afora. Mas, isso demonstra claramente que, se não fosse esse constrangimento, essa estupidez de política econômica do Brasil, São José do Rio Preto poderia estar ajudando muito mais a São Paulo e o Brasil do que tem sido capaz de fazer até o presente momento”, afirmou o presidenciável.

O fantasma do desemprego não assombra apenas as cidades paulistas. Segundo o IBGE, o país apresenta uma taxa de desemprego que atinge cerca de 13,7 milhões pessoas. Esse panorama preocupante, na visão de Ciro Gomes, poderia ser resolvido com redução de tributos. “Temos que diminuir os impostos sobre os trabalhadores, que pagam uma carga tributária absolutamente selvagem, sem nem saber, porque é incidente indiretamente sobre o consumo, que é mais fácil, mais injusto e mais perverso”, ressaltou.

Nas redes sociais, Manuela D’Ávila, pré-candidata ao Planalto pelo PC do B, também tem demonstrado preocupaçãoao falar da empregabilidade no país. “Porque quando diz que o desemprego está caindo e vocês, o seu pai, o seu irmão, o seu vizinho não conseguem emprego, isso gera em cada um de vocês a sensação de que a responsabilidade de não conseguir enfrentar a crise é de vocês.”

Outro presidenciável que comentou sobre o assunto foi Álvaro Dias, do Podemos. Em entrevista àRevista Istoé, ele disse que, atualmente, “15 milhões sobrevivem com R$ 136 por mês” e que é preciso “fazer mea-culpa e apontar caminhos”. “A melhor forma de derrotar essa pobreza é valorizar a produção e valorizar quem trabalha”, garantiu.

Já Marina Silva, da REDE, afirmou durante evento da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) que “o Brasil não está com 13 milhões de desempregados por problemas técnicos, mas em função de graves problemas de decisões políticas equivocadas”.

Serviços

O setor de Serviços apresentou bons resultados, segundo informações do Caged. A melhora nos números do mercado de trabalho em São José do Rio Preto foram impulsionados pelo segmento, que gerou mais de 1.500 vagas de emprego este ano.

Somente em abril, foram 364 postos de trabalho criados. Outros setores também registram bons números em 2018, como a Indústria de Transformação e a Agropecuária, com 645 e 101 empregos formais abertos, respectivamente.
 

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