O presidente do Conselho de Ética do Senado, senador João Alberto Souza (PMDB-MA) decidiu arquivar a representação do PT que pedia a cassação do senador Aécio Neves (PSDB-MG), baseando-se nas delações de executivos do grupo J&F.
De acordo com a assessoria de João Alberto, a decisão foi baseada em um parecer da Advocacia Geral do Senado, que recomendou o arquivamento do pedido. Ainda cabe recurso da decisão que precisa ser assinado por, pelo menos, 5 membros do Conselho.
Aécio Neves que chegou a ser afastado do mandato pela Primeira Turma do STF, retomou a cadeira do Senado, no último dia 17, após o plenário da casa derrubar a decisão da Corte.
Investigado pela Polícia Federal, o político mineiro foi denunciado em junho pela Procuradoria-Geral da República pelo crime de corrupção passiva e por tentativa de obstruir investigações. Ele é acusado de pedir ao empresário Joesley Batista propina de R$ 2 milhões para o pagamento de advogados.
Em nota, a defesa de Aécio afirmou que recursos citados referem-se a um empréstimo entre privados que não envolveu dinheiro público ou qualquer contrapartida. E que, portanto, não houve crime ou quebra de decoro.
De Brasília João Paulo Machado