Política - undefined·20 de setembro de 2017

Congresso repercute posição de maioria do STF pelo envio à Câmara de denúncia contra Temer

Por Agência do Rádio
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A manifestação da maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal pelo envio à Câmara dos Deputados da nova denúncia contra o presidente Michel Temer repercutiu no Congresso Nacional. Governistas afirmam que a segunda denúncia deve seguir o mesmo caminho da primeira, sendo recusada, já a oposição garante que a base de Michel Temer está mais fragmentada e que, por isso, a denúncia tem chances de ser aceita pelo plenário. Esse enfrentamento pode ser resumido na fala dos deputados Alessandro Molon (REDE-RJ) e Beto Mansur (PRB).
Mansur pede para que a análise da denúncia seja feita de forma rápida, já que segundo ele, o governo não terá dificuldades em conseguir votos para barrar o prosseguimento.

“Pela análise e pela conversa que eu já estou tendo com os parlamentares nós teremos mais votos na CCJ e teremos também mais votos no Plenário. Então qual é a preocupação, na minha visão, da Câmara dos Deputados, possivelmente de todos aqueles que estão trabalhando aqui. É que a gente possa discutir isso com muita rapidez e decidir com muita rapidez.”

Do outro lado, Alessandro Molon diz que, desta vez, a imagem de Temer está ainda mais desgastada do que estava na primeira denúncia.

“Nós temos uma grande esperança de aprovar a autorização do prosseguimento da denúncia para o Supremo, aqui na Câmara. Isso porque, a base do governo se encontra muito mais fragmentada, há muito mais conflitos dentro da base do governo do que havia na primeira denúncia. E também porque o desgaste daqueles que votaram a favor de Temer quando ele era menos impopular do que é hoje já foi enorme, imagina agora.”

Esse debate deve ficar mais quente a partir desta quinta-feira (21), quando os três últimos votos, dos ministros Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Cármen Lúcia serão declarados. Até o momento, o placar está em 7 a 1, a favor envio da denúncia. Nesse sentido, votaram Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e Ricardo Lewandowski. O único a se opor foi o ministro Gilmar Mendes.

De Brasília João Paulo Machado
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