Economia - undefined·22 de novembro de 2017

Comércio e agronegócio são essenciais para melhorar a situação de empregos no Centro-Oeste, afirma economista

<p>Regi&atilde;o apresentou pequena retra&ccedil;&atilde;o nos n&uacute;meros de contratados em outubro</p>

Por Agência do Rádio
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408 vagas de emprego foram fechadas no Centro-Oeste em outubro. Com uma diminuição de 0,01%, a região foi a única no país que – ainda que pequena - apresentou uma retração no número de empregos formais. Os dados foram divulgados nesta semana pelo Ministério do Trabalho e Emprego, no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Apesar disso, os estados da região continuam trabalhando para melhorar esse número. Essa é a avaliação do conselheiro do Conselho Regional de Economia de Goiás, Aurélio Troncoso. O economista explica que o resultado não foi tão bom porque os setores de serviço e de agronegócio – muito fortes na região - ainda estão se recuperando.

"Então a empregabilidade, se você olhar por cima, você vai ver que a área de serviço é a área cara que mais foi prejudicada e está retornando devagar. Ela depende muito da agroindústria e do agronegócio e principalmente da industrialização para poder se recuperar. Porque a gente sabe que o serviço só aparece quando o estado está o quê? Produtivo. A área produtiva tem que estar bem para que o estado possa também recuperar a sua área de serviço".

Mesmo assim, em todo o Brasil, ainda existem os períodos sazonais de empregos, que aparecem esporadicamente em determinadas épocas do ano. É o caso do período de festas de fim de ano, quando o comércio e a demanda por funcionários aumentam. Mesmo assim, ainda podem existir algumas demissões. Na visão do conselheiro Aurélio Troncoso, essa prática de demissão é errada e não faz com que a economia melhore. O economista lembra que a qualificação profissional é uma boa saída para a recuperação da economia.

"Para você melhorar o seu faturamento você tem que qualificar seu funcionário, melhorar atividade dele para que ele seja mais produtivo. Mas, infelizmente no Brasil essa é uma das saídas [a demissão] que os empresários fazem".
 
Apesar da ligeira queda no número de empregados no Centro-Oeste, 75,6 mil novos empregos foram registrados em outubro em todo o Brasil. Este já é o oitavo saldo positivo do ano, o sétimo consecutivo. Segundo o Ministério do Trabalho, foram registradas 1.187.819 admissões e 1.111.220 demissões no mês passado. A região Nordeste foi que mais contribuiu com novos empregos no país, somando mais de 37 mil pessoas que conseguiram um cargo com carteira assinada. A região Sul somou mais de 21 mil cidadãos contratados, seguidos por 13.552 no Sudeste e 4.210 no Norte.

Reportagem, Victor Fernandes

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