Aguardada por milhões de torcedores espalhados pelo país, a segunda partida da final da Copa do Brasil foi marcada pelas poucas chances de gol. Com recorde de público, o Mineirão recebeu nesta quarta-feira mais de 56 mil torcedores, ansiosos e sedentos para comemorar o título. No primeiro tempo, o jogo foi estudado e mais físico do que técnico.
Na etapa complementar, Cruzeiro e Flamengo buscaram mais o ataque, mas ainda assim os goleiros pouco trabalharam. Como em um roteiro de cinema, a taça seria disputada nos pênaltis. Drama, aflição e nervosismo passaram a fazer parte do enredo. Vista por muitos como loteria, as penalidades se mostravam como oportunidade de redenção e heroísmo para Fábio e Alex Roberto, ex-Muralha.
O arqueiro celeste, experiente e sereno, defendeu o terceiro pênalti rubro-negro, cobrado por Diego. Não deu outra. No final mais previsível de todos os tempos no futebol, o Cruzeiro converteu todas as cobranças e conquistou pela quinta vez em sua história o título da Copa do Brasil. Festa e euforia de um lado, frustração e tristeza de outro. E um só grito no Gigante da Pampulha.
Um personagem que sequer entrou em campo roubou a cena por “profetizar” a conquista cruzeirense. O argentino Lucas Romero revelou na semana passada que havia desmarcado a ida ao dentista nesta quinta-feira porque “estaria comemorando o título da Copa do Brasil”.
Com o título, sobrou zoação até para o Atlético Mineiro. Bruno Vicintin, vice-presidente do Cruzeiro, não perdeu a oportunidade de alfinetar o rival. Em declaração dada após o jogo contra o Flamengo, o dirigente fez alusão a uma goleada histórica sofrida em 1927 e provocou ao dizer que “agora Minas Gerais conhece o 9 a 2, nove títulos do Cruzeiro e dois do rival".
Ao Flamengo, resta agora juntar os cacos e tentar se reabilitar no Campeonato Brasileiro, além da chance de título na Sul-Americana. Abatido após perder a cobrança de pênalti, o meia Diego reconheceu que “não vive seu melhor momento no ano”. No pós-jogo, o diretor executivo de futebol do Flamengo, Rodrigo Caetano, conversou com os jornalistas e disse que o grupo não vai deixar de “perseguir títulos”. Com a perda do título da Copa do Brasil, o Rubro-Negro carioca se tornou o maior vice-campeão da competição.
Reportagem, Tácido Rodrigues