Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Arquivo/Agência Brasil - Marcelo Queiroga, ministro da Saúde
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Arquivo/Agência Brasil - Marcelo Queiroga, ministro da Saúde

Com presença da Ômicron no Brasil, Queiroga diz que País já trabalha para impedir avanço da variante

Dois casos da Ômicron foram registrados em Brasília. Com outras três infecções identificadas em São Paulo, o país conta com cinco pacientes com a nova mutação do coronavírus


O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, participou, nesta quinta-feira (2), de reunião para tratar sobre vigilância e monitoramento da Ômicron no Brasil. O encontro foi realizado na Sala de Situação da Secretaria de Vigilância em Saúde, em Brasília (DF). Na ocasião, Queiroga disse que o País se encontra em uma situação sanitária equilibrada, mas precisa estar atento às alterações biológicas que criam novas variantes do coronavírus. 

“Já temos vários países com a variante Ômicron, inclusive o Brasil. Mas, o importante é que os sistemas de saúde foram capazes de identificar essas variantes, e aqui no Brasil também. Nós temos uma vigilância em saúde bem estruturada. E queremos mostrar um pouco do que o Ministério da Saúde tem feito, em integração com estados e municípios”, afirma. 

De acordo com a Pasta, mais dois casos da Ômicron foram registrados no Brasil, dessa vez em Brasília. Com outras três infecções identificadas inicialmente em São Paulo, o País conta com cinco pacientes com a nova mutação do coronavírus.

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Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, o enfrentamento ao avanço da nova cepa conta com um plano, que tem como objetivo monitorar e adotar medidas de prevenção e controle. 

“Vamos monitorar o comportamento da variante no mundo, registrar os casos suspeitos, monitorar a cobertura vacinal, atualizar dados científicos de transmissibilidade, monitorar os casos confirmados no País, orientar as vigilâncias epidemiológicas e laboratoriais a respeito desses casos, além de avaliar os estoques de vacinas e insumos”, destaca. 

Principais recomendações 

  • Aumentar a cobertura vacinal – Trabalhar para retardar a entrada e ampliar a vacinação com dose de reforço;
  • Aplicar dose de reforço para todos os indivíduos adultos, priorizando pessoas acima de 40 anos de idade;
  • Reforçar a vigilância laboratorial para detecção precoce de viajantes, visando minimizar a disseminação da nova VOC;
  • Reforçar a vigilância em saúde para monitoramento de viajantes; 
  • Reforçar as medidas não farmacológicas. 

O Ministério da Saúde informa, ainda, que no último dia 29 de novembro, havia presença da nova cepa em 14 países, com 181 amostras positivas. Já nesta quinta-feira (2), a variante estava em 26 países, com 333 amostras positivas. 

Dados gerais 

No Brasil, o número de pessoas que tiveram Covid-19 ultrapassa 22 milhões. Ao todo, mais de 615 mil pessoas morreram em decorrência da doença. Já o número de pacientes que se recuperaram da enfermidade foi superior a 21 milhões. 

O município maranhense de Boa Vista do Gurupi é o que conta com a maior taxa de letalidade, com 26,67%. Na sequência aparecem Miravânia (MG) e Prado Ferreira (PR), com 20% e 16,98%, respectivamente. 

Entre os estados, a maior taxa de letalidade pela Covid-19 pertence ao Rio de Janeiro, com 5,13%. Logo abaixo está São Paulo, com 3,47%; e Amazonas, com um índice de 3,21%. Já a unidade da federação com a menor taxa de letalidade é Roraima, que registra, até o momento, 1,60%.

Taxa de letalidade nos estados

  • RJ - 5,13%
  • SP - 3,47%
  • AM - 3,21%
  • PE - 3,16%
  • MA - 2,82%
  • PA - 2,77%
  • AL - 22,63%
  • GO - 2,62%
  • CE - 2,59%
  • PR - 2,58%
  • MS - 2,56%
  • MG - 2,55%
  • MT - 2,50%
  • RS - 2,42%
  • RO - 2,39%
  • SE - 2,17%
  • PI - 2,17%
  • BA - 2,17%
  • DF - 2,13%
  • ES - 2,12%
  • AC - 2,10%
  • PB - 2,07%
  • RN - 1,96%
  • TO - 1,68%
  • SC - 1,62%
  • AP - 1,61%
  • RR - 1,60%

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.  
 

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LOC.: O Brasil está em uma situação sanitária equilibrada, mas precisa ficar atento às alterações biológicas que criam novas variantes do coronavírus. É o que afirma o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Durante reunião, nesta quinta-feira (2), para tratar sobre vigilância e monitoramento da variante Ômicron, o chefe da Pasta diz que o País já trabalha para impedir o avanço da nova cepa. 
 

TEC./SONORA: Marcelo Queiroga, ministro da Saúde

“Já temos vários países com a variante Ômicron, inclusive o Brasil. Mas, o importante é que os sistemas de saúde foram capazes de identificar essas variantes, e aqui no Brasil também. Nós temos uma vigilância em saúde bem estruturada. E queremos mostrar um pouco do que o ministério da Saúde tem feito, em integração com estados e municípios." 
 

LOC.: De acordo com o ministério, mais dois casos da Ômicron foram registrados no Brasil, dessa vez em Brasília. Ao todo, o país conta com cinco pacientes infectados com nova mutação do coronavírus. Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, medidas para o enfrentamento ao avanço na Ômicron já estão em prática. 
 

TEC./SONORA: Arnaldo Correia de Medeiros, secretário de Vigilância em Saúde

“Vamos monitorar o comportamento da variante no mundo, registrar os casos suspeitos, monitorar a cobertura vacinal, atualizar dados científicos de transmissibilidade, monitorar os casos confirmados no país, orientar as vigilâncias epidemiológicas e laboratoriais a respeito desses casos, além de avaliar os estoques de vacinas e insumos.” 
 

LOC.: No Brasil, o número geral de pessoas que tiveram Covid-19 chegou a 22 milhões. Ao todo, mais de 614 mil pessoas morreram em decorrência da doença. Já o número de pacientes que se recuperaram da enfermidade foi superior a 21 milhões. 

O município maranhense de Boa Vista do Gurupi é o que conta com a maior taxa de letalidade. Entre os estados, a maior taxa pertence ao Rio de Janeiro, com 5,13%. Já a unidade da federação com o menor índice é Roraima, que registra, até o momento, 1,60%.

Reportagem, Marquezan Araújo