Economia - undefined·04 de outubro de 2017

Com extinção do ICMS, imposto único pode facilitar controle da arrecadação, diz especialista

<p>ISS, cobrado pelos munic&iacute;pios, PIS e Confins, de arrecada&ccedil;&atilde;o da Uni&atilde;o e o ICMS, imposto estadual passariam a ser cobrados em conjunto. </p>

Por Agência do Rádio
Ouvir ·

Imagem não disponível

A imagem principal desta matéria não foi encontrada.

KIT DE REPUBLICAÇÃO
Ver kit completo
Nos siga noGoogle News
Seguir
Esta matéria é de livre reproduçãoVer licença
JORNAL DIGITAL PARA COMUNICADORES

O conteúdo que vai ao ar começa aqui.

Áudios, textos e roteiros produzidos todos os dias para rádios e mídias online regionais. Gratuito. Pronto para usar. Em todos os 27 estados. São 25 anos ao lado de quem comunica o Brasil.

Em agosto, o governo do Amazonas aumentou em 30,63% o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), em relação ao mesmo período do ano passado.

Essa mudança no valor da cobrança é comum, já que isso acontece devido à autonomia que os estados brasileiros têm para legislar sobre a cobrança do ICMS. Ou seja, o valor da alíquota desse tributo varia de uma Federação para outra.

Entretanto, com a nova proposta de reformar o sistema tributário do Brasil, isso pode mudar. É que um dos pontos da matéria prevê a unificação de alguns impostos Federais, estaduais e municipais. O presidente executivo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, João Eloi Olenike, explica qual é a vantagem de inserir o ICMS nesse grupo de impostos.

“Nós vamos pegar 27 legislações que nós temos hoje, porque cada estado e o DF têm uma em relação ao ICMS, e vamos ter apenas uma legislação para todos esses estados. Quem vai ter a arrecadação dos tributos vai ser o Federal. Mas depois ele vai fazer essa redistribuição dessa arrecadação para os estados.”

A unificação dos impostos, segundo o texto da reforma tributária, criaria o Imposto Sobre Valor Agregado (IVA), juntando, por exemplo, o ISS, cobrado pelos municípios, PIS e Confins, de arrecadação da União e o ICMS, imposto estadual.

O deputado Federal Átila Lins (PSD-AM), acredita que as mudanças são necessárias. Porém, o parlamentar ressalta que é preciso ter cautela e não comprometer a arrecadação tributária do Amazonas.

“Eu só tenho que ficar atento porque, como eu sou do Amazonas, nós temos as peculiaridades e as excepcionalidades que são dadas ao projeto Zona Franca de Manaus. São os incentivos fiscais, uma legislação diferenciada que está contida na Constituição Federal. Fora isso, estarei pronto, porque sou membro da comissão especial. Estarei pronto para ajudar, para apoiar, porque o Brasil precisa realmente de uma reforma tributária.”

Com a reforma tributária, a maior parte da arrecadação dos impostos seria baseada na renda e não no consumo. De acordo com especialistas, dessa forma, o sistema tributário se torna mais justo com quem ganha menos dinheiro.

De Brasília, Marquezan Araújo

SOBRE

Agência do Rádio

Ver todas as matérias
t-page