Capaz de mudar a maneira de produzir das empresas, a Indústria 4.0 segue ganhando força entre os empreendedores brasileiros.
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As novas tecnologias, marcadas pela integração do mundo físico com virtual, já estão presentes, inclusive, entre as pequenas e médias empresas.
Na Bahia, por exemplo, já é possível ver pastelaria aderindo às novas formas de produção. Satoro Sukuhara é o proprietário da Japastel, que fica em Salvador. Para não perder espaço no mercado, ele aderiu a um projeto que investe em sensores para acompanhar todo o processo produtivo da empresa.
A ideia é que ele acompanhe os procedimentos em tempo real e tome decisões rápidas em caso de problemas identificados. Apesar de ainda estar em fase de implantação do sistema, Satoro afirma que aguarda bons resultados.
“Já é um grande feito para a gente. Estou bem otimista porque ele acusa o tempo de parada e todas essas coisas. Então, a expectativa é de ganho em aumento em produtividade.”
O projeto mencionado atende cerce 56 empresas em todo o país. Coordenado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), o programa visa otimizar a produção das companhias, melhorando a qualidade dos serviços prestados.
O gerente executivo de Política Industrial da Confederação da Nacional da Indústria (CNI), João Emílio Gonçalves, afirma que a quarta revolução industrial já começou no Brasil.
Para ele, sem investimentos nessas novas tecnologias, as empresas não vão conseguir atingir um grau elevado de competitividade.
“Entrar na indústria 4.0 não é uma opção, é uma absoluta necessidade para a indústria brasileira. A gente tem uma série de desafios e vários deles passam por questões sistêmicas. Mas, o que a gente defende é que, avançar rapidamente rumo à Indústria 4.0 permite ganhos que são necessários para a indústria brasileira.”
Preparar as empresas para a Indústria 4.0, até mesmo na requalificação dos colaboradores, também é adotada pela Confederação Nacional da Indústria, a CNI. A instituição elaborou um grupo de propostas e encaminhou aos candidatos à Presidência da República.
O documento contém medidas de apoio à modernização industrial e aplicação de novas tecnologias digitais no dia a dia das empresas. O objetivo é melhorar a infraestrutura de telecomunicação e desenvolvimento de estratégias para a formação e qualificação profissional. As propostas fazem parte do documento Propostas da Indústria para as Eleições.
Reportagem, Marquezan Araújo