LOC.: A pandemia de Covid-19 fez com que aumentasse o uso de álcool, tanto líquido quanto em gel, no ambiente doméstico. Isso fez com que subisse também o número de queimaduras graves causadas pelo inflamável, questão que tem preocupado a equipe da Unidade de Tratamento de Queimados do Hospital João XXIII, em Minas Gerais, um dos centros de referência no país para esse tipo de atendimento.
Só nos quatro primeiros meses deste ano, a unidade recebeu 138 pacientes, sendo 40 por queimaduras causadas por álcool, quase 30% das internações. Já na UTI de queimados, nesse mesmo intervalo de tempo, 17 das 41 admissões foram por acidentes envolvendo a substância. Ou seja, mais de 40% das internações graves, neste ano, ocorrem em razão da má utilização do produto.
Segundo a cirurgiã plástica e coordenadora do serviço, Kelly Danielle de Araújo, os acidentes domésticos mais comuns acontecem com crianças. No caso do álcool, há diversos casos em que a criança higieniza as mãos e coça os olhos logo em seguida, o que pode causar queimadura química na córnea. Ela alertou como prevenir isso.
TEC./ SONORA: Kelly Danielle de Araújo, cirurgiã plástica.
“Dentro de casa não precisa ter álcool, a Anvisa já emitiu uma nota que água e sabão são eficazes para lavar as mãos e os saneantes comuns de limpeza também resolvem a limpeza.”
LOC.: Mais da metade das queimaduras atendidas são causadas por contato com líquidos muito quentes, as chamadas escaldaduras.
Com o isolamento social, a precaução deve ser aumentada. O cirurgião plástico e presidente da Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ), José Adorno, destacou que em grande maioria esses acidentes podem ser evitados.
TEC./ SONORA: José Adorno, presidente SBQ.
“Evitar que as crianças fiquem na cozinha ou perto do fogão. Os idosos que também são acometidos porque vão lidar com situações de preparo de alimentos e acabam acontecendo acidentes. Então há uma série de medidas que é importante que todos entendam que é importante ter essa consciência para que se evite as queimaduras.”
LOC.: A organização promove, neste mês, o Junho Laranja, que visa a conscientização da população e das autoridades quanto à prevenção de acidentes com queimaduras. Neste ano, o tema da campanha é “Álcool e fogo: mantenha distanciamento. Contra queimaduras, a prevenção é a vacina”.
Reportagem, Rafaela Gonçalves
NOTA
LOC.: A pandemia de Covid-19 fez com que aumentasse o uso de álcool, tanto líquido quanto em gel, no ambiente doméstico. Isso fez com que subisse também o número de queimaduras graves causadas pelo inflamável, questão que tem preocupado a equipe da Unidade de Tratamento de Queimados do Hospital João XXIII, um dos centros de referência no país para esse tipo de atendimento.
Só nos quatro primeiros meses deste ano, a unidade recebeu 138 pacientes, sendo 40 por queimaduras causadas por álcool, quase 30% das internações. Já na UTI de queimados, nesse mesmo intervalo de tempo, 17 das 41 admissões foram por acidentes envolvendo a substância. Ou seja, mais de 40% das internações graves, neste ano, ocorrem em razão da má utilização do produto.
Os acidentes domésticos mais comuns acontecem com crianças, além disso, mais da metade das queimaduras atendidas, são causadas por contato com líquidos muito quentes, as chamadas escaldaduras. Com o isolamento social, a precaução deve ser aumentada.
A Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ), promove, neste mês, o Junho Laranja, que visa a conscientização da população e das autoridades quanto à prevenção de acidentes com queimaduras. Neste ano, o tema da campanha é “Álcool e fogo: mantenha distanciamento. Contra queimaduras, a prevenção é a vacina”.
Reportagem, Rafaela Gonçalves