Cerca de 82,6 mil detentos já foram registrados no Cadastro Nacional de Presos, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O treinamento de magistrados e servidores dos tribunais, realizado por equipes do CNJ, está praticamente encerrado e começam a ser conhecidos dados atualizados e corretos da população carcerária. Até o momento, Roraima e Goiás são as duas primeiras unidades da Federação a concluir a inserção de dados de seus presos no sistema nacional de monitoramento. Os dados, em tempo real do sistema, mostram que os estados com os maiores níveis de cadastramento de detentos são, até agora, Santa Catarina (75% do total estimado de sua população carcerária), Acre (57%), Sergipe (63%), Piauí (29%) e Rio Grande do Norte (24%). O banco de monitoramento é um instrumento de suporte à segurança pública. Ele permitirá às autoridades saber qual é o número exato da população carcerária do Brasil. Alguns órgãos do setor público têm divulgado dados diferentes sobre o contingente de presos, em números que variam de 621 mil a 654 mil. Com a inclusão dos dados dos detentos de todos os estados e do Distrito Federal no BNMP, o Poder Judiciário chegará a um número único e rigorosamente atualizado. Dos 82.621 presos cadastrados no BNMP, 78.343 são homens e 4.495 são mulheres.
Com informações do CNJ, reportagem, Storni Jr.