Agronegócios - undefined·17 de dezembro de 2018

Clima semi-árido e falta de água são desafios para extensionistas rurais em Alagoas

<p>O estado de Alagoas &eacute; um dos principais produtores de cana-de-a&ccedil;&uacute;car do pa&iacute;s</p>

Por Agência do Rádio
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O estado de Alagoas é um dos principais produtores de cana-de-açúcar do país. Em 2017, produziu mais de 13,7 milhões de toneladas da cultura. E apesar da agricultura local conviver com o clima semi-árido e a falta de águas, a atuação dos extensionistas rurais, ao longo dos últimos oito anos, foi fundamental para o desenvolvimento do setor agrícola. São esses profissionais os responsáveis por levar avanços tecnológicos e, junto com os produtores, pensar em estratégias para uma maior eficiência no campo.

De acordo com o presidente da EMATER de Alagoas, Elizeu José Rego, o trabalho do extensionista rural no estado é fundamental, já que esse profissional é o elo entre os diversos programas governamentais e os agricultores.

“Você vê que o Brasil hoje é essa excelência no setor do agronegócio e no setor da produção de alimentos em função de todas essas políticas públicas que são empreendidas e são devidamente multiplicadas por conta da extensão técnica rural. Então, realmente, o trabalho deles é reconhecido por todo corpo administrativo da esfera governamental, como também por parte dos agricultores. Hoje, eu diria que se não fosse por nossos técnicos, alagoas não estaria no patamar que nós estamos registrando”.

Tanihely Costa, de 38 anos, é extensionista rural já faz três anos. O trabalho nem sempre é fácil. Ela enfrenta limitações por conta da seca e das estiagens, o que dificulta a missão de incentivar os agricultores locais a continuarem plantando. Apesar dessas dificuldades, Tanihely destacou a importância do trabalho da assistência técnica para levar mecanismos e tecnologias para o armazenamento de água local.

“A gente trabalhou com construção de saberes e tudo de acordo com a EMATER e os princípios agroecológicos que nós trabalhamos. Dentro deles nós tivemos orientações, práticas, dias de campo, oficinas de gênero, oficinas de plantação, de horta, de hortas comunitárias. Tivemos grupos que se formalizaram e hoje são associações. Conseguimos inserir elas em políticas públicas, por exemplo, PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar), muitas não tinham cadastro de ambiental rural. Através de assistência técnica também foi realizado a cadeia produtiva, que nós também incentivamos e conseguimos”

Tanihely é uma entre os 90 extensionistas rurais de Alagoas. A meta da EMATER, para 2019, é chegar a 120 profissionais no estado. No Brasil, há 70 anos – comemorados neste mês de dezembro - os extensionistas trabalham no auxílio aos produtores.

Reportagem, Mariana Fraga.

 

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