Política - undefined·04 de julho de 2018

Ciro Gomes afirma que pretende colocar em discussão mudanças na reforma trabalhista

<p>&ldquo;Se eu for presidente do Brasil &eacute; assim que vai ser, eu vou proteger o trabalho&rdquo;, disse o pr&eacute;-candidato</p>

Por Agência do Rádio
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Crítico da reforma Trabalhista aprovada no último ano pelo governo Michel Temer, Ciro Gomes, do PDT, voltou a tratar do assunto durante evento com pré-candidatos ao Palácio do Planalto promovido, nesta quarta-feira (4), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.

“Essa reforma Trabalhista da forma como foi feita é uma selvageria. Por exemplo, tem um artigo lá que permite que o patrão descuidado aloque uma senhora grávida em um ambiente insalubre. Isto é uma selvageria pura e simplesmente. Se eu for presidente do Brasil é assim que vai ser, eu vou proteger o trabalho”.

O pré-candidato ressalta que a gente não precisa ter medo da reforma trabalhista, o que a gente precisa é de uma reforma justa, moderna e que leve em consideração as relações saudáveis entre trabalhador e patrão.

“Em seis meses eu convoco as centrais sindicais, as entidades empresariais, a legislação internacional comparada, a universidade e fazemos um grande, generoso e fraterno debate e substituímos essa selvageria por um consenso ou, pelo menos, por um arbitramento (julgamento) mais justo. É o que eu penso em fazer”.

Na última semana, ao comentar os números do desemprego no país, Ciro Gomes já tinha manifestado sua preocupação quanto aos reflexos da reforma que, segundo ele, causaram o aumento da informalidade no país. De acordo com o IBGE, mais de 300 mil pessoas começaram a trabalhar sem carteira assinada, somente no último trimestre. Ao todo, no país, já são mais de 34 milhões de trabalhadores sem emprego formal.

Com a colaboração de João Paulo Machado, reportagem, Juliana Gonçaves

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