Cinco unidades integradas do SESI e do SENAI irão implantar o novo ensino médio, neste ano, em Santa Catarina. As escolas SESI/SENAI de Florianópolis, São José, Tijucas, Criciúma e Brusque irão oferecer a nova metodologia a partir do dia 4 de fevereiro em, pelo menos, uma de suas turmas do primeiro ano.
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No total, 320 alunos irão cursar o ensino médio juntamente com o curso técnico de desenvolvimento de sistemas. O modelo oferece um currículo integrado por áreas de conhecimento e não mais por disciplinas, e inclui formação técnica que permite aos estudantes iniciarem mais cedo a vida profissional. Os alunos podem escolher uma formação técnica dentro da carga horária do ensino médio regular. Caso obtenha sucesso, ao final dos três anos, o estudante terá o diploma do ensino médio e o certificado do ensino técnico. É o que explica a Gerente de Educação Básica do SESI de Santa Catarina, Maria Tereza Cobra.
“Um único curso de ensino médio com itinerário em formação técnica oferece para o jovem a dupla formação, no currículo básico e no currículo técnico, de uma maneira integrada e indissociável, porque a gente tem uma única matriz, uma única matrícula, uma única certificação”.
O aprendizado contextualizado e integrado é uma das novidades trazidas pelo novo ensino médio, que começou a ser implementado pelo SESI e SENAI em 2018 em cinco estados – Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás e Espírito Santo – com 226 alunos. A proposta foi relatada pelo diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi, que é integrante do Conselho Nacional de Educação. Segundo ele, nenhum país se desenvolveu sem fazer uma grande aposta em educação, ciência, tecnologia, inovação, que são pilares fundamentais de uma agenda de país, e no Brasil não poderá ser diferente.
“A expectativa é da população brasileira. É claro que temos um grave problema na indústria brasileira que é a baixa qualidade, a baixa escolarização da média populacional brasileira, o que faz com que a produtividade do trabalho no Brasil seja muito baixa”.
Segundo uma pesquisa do IBOPE de 2016, 72% dos entrevistados são a favor de mudanças no ensino médio, e 70% são a favor de que os estudantes escolham as disciplinas em que irão se aprofundar e possam optar pela formação técnica no ensino médio.
Reportagem, Paulo Henrique Gomes