Por conta do procedimento, o pai precisou de doação de sangue. A família de Eder não pode doar porque não cumpria com os critérios estabelecidos pelo hemocentro. A saída veio, então, de doações de funcionários da empresa do tio dele, que se propuseram a ajudar. Depois de enfrentar esta situação, Eder prometeu que se tornaria doador assíduo. Na conta, já são 64 doações em 20 anos. E com toda essa experiência ele aconselha as pessoas a fazerem este gesto pelo próximo.
TEC./SONORA: Eder Werlang, 51 anos, servidor público.
“É uma picadinha normal. Você é muito bem atendido no hemocentro. O sangue não engrossa como alguns dizem, com o excesso de doação. Em algumas horas o teu sangue já está recuperado. Então, não vai te fazer falta, não vai te fazer mal, não. Eu falo que enquanto eu tiver saúde, eu vou ficar doando.”
LOC.: A contribuição de Eder tem ajudado os estoques do Hemocentro de Chapecó, principalmente no inverno. Por conta da chegada do frio, as doações caíram 20% em relação aos meses anteriores. A média em maio ficou em torno de 800 doações. Nos outros meses chegou à marca de 1.200. De acordo com a coordenadora de captação do Hemocentro, Eliana Ribicki, os estoques dos tipos sanguíneos “O” negativo e “O” positivo estão baixos. Para melhorar esta situação, ela pede para que a população mantenha no inverno as doações com maior frequência.
TEC./SONORA: Eliana Ribicki, coordenadora de captação do Hemocentro.
“O período de inverno é um período sempre crítico em função de que nós somos de uma região fria. Então, as doenças respiratórias que a população fica acometida muitas vezes acaba dificultando e reduzindo os nossos estoques. Se nós conseguirmos que a população mantenha uma rotina de doações, que venha efetuar as doações no seu prazo. Nós conseguiremos manter o equilíbrio dos nossos estoques.”