A região Centro-Oeste do Brasil é a segunda menos desigual do Brasil, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio de 2016, a PNAD Contínua 2016. Para medir o índice de desigualdade, de acordo com Cimar Azeredo, gerente da Pesquisa e coordenador do IBGE, é feito o GINI, uma métrica internacional que vai de zero a um, quanto mais perto de zero, menor a desigualdade. O índice do Centro-Oeste ficou em 0,493.
Cimar exemplifica em valores, como a desigualdade no Centro-Oeste é menor do que em outras regiões do país.
“Na região Centro Oeste, o indicador de rendimento de todos os trabalhos é de R$ 2.368. Quando você olha o rendimento dos 50% mais pobres nesta região, o valor fica em R$ 886.”
O Centro-Oeste concentra 8,9% de toda a massa salArial do país, bem abaixo dos 53% do Sudeste.
A pesquisa também apresentou dados que reforçam a questão da desigualdade no Brasil. De acordo com o levantamento, 1% da população teve uma média salArial de mais de R$ 27 mil, enquanto 50% da população mais pobre recebeu apenas R$ 747.
Reportagem, Raphael Costa