Por Marquezan Araújo
O investimento na área de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) é fundamental para promover o aumento da satisfação do empregado e, consequentemente,da produção de uma empresa. Essa é a avaliação do engenheiro de Segurança no Trabalho do SESI-CE, Luiz Sérgio Nocrato.
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De acordo com ele, essas ações garantem “a preservação de bens e vida humana, manutenção do fluxo produtivo, reputação da empresa, funcionários motivados, aumento da produção e competitividade”.
O Ceará tem diminuído as taxas de ocorrências ao longo dos anos. Por meio de uma política de conscientização, as empresas locais elevaram os programas que promovem a segurança do colaborador o ambiente de trabalho.
O resultado disso é apresentado em dados da Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda (SPrev). As informações revelam que, no estado, entre 2015 e 2017, o índice de acidentes do trabalho reduziu quase 8%, chegando a 10.950 ocorrências no último ano. A taxa de incidência era de 10,75 a cada mil vínculos empregatícios em 2013. Já em 2016, esse número caiu para 9,26.
Ainda segundo Nocrato, investir na segurança do trabalhador não é difícil. Para ele, começar pela maneira de como não agir já é um passo. “Não utilizar equipamento danificado e não exercer a atividade de modo informal. “Quanto ao trabalhador, vale a cooperação, evitando o desvio comportamental, ou seja, a negligência”.
Na avaliação do consultor na área de Segurança do Trabalho, Antônio Carlos Vendrame, o investimento em SST pode significar, além da redução do impacto previdenciário, a diminuição de taxas pagas pelas empresas. “Se o meu desempenho coletivo com outra empresa também for bom, o meu seguro de acidente de trabalho também tende a cair”, afirma.
“É um universo muito grande de aumento e redução de imposto que eu posso ter. Imagina, 17,5% da folha de pagamento, quanto dinheiro que não significa e eu podendo manipular isso de forma a reduzir essas condições”, completa Vendrame.
Segundo dados de uma pesquisa feita Serviço Social da Indústria (SESI), de 500 médias e grandes empresas ouvidas no balanço, 48% delas acreditam que ações para aumentar a segurança no ambiente laboral e promover a saúde de trabalhadores reduzem as faltas ao trabalho. Para 43,6%, esses programas aumentam a produtividade e 34,8% apontam que essas ações diminuem despesas.
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Setor da Indústria
De acordo com Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda, o setor industrial se mostrou eficaz na redução do número de acidentes de trabalho. Os últimos dados da SPrev revelam que em algumas atividades industriais, como a indústria de transformação, por exemplo, a quantidade de acidentes caiu 40,9% entre 2007 e 2016. Na extrativista o recuo foi de 33,6%.
Além disso, entre 2007 e 2015, a taxa acidentária (típicos apenas) apresentou recuou de 27,9%. Outro fator que mostra o bom desempenho da indústria é a relação do número de empregados formais, que cresceu 20,7%, com o de acidentes típicos, que ao mesmo tempo registraram queda de 21,9%.
O assunto também é abordado em estudo feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O projeto, que é composto por um grupo de propostas encaminhado aos candidatos à Presidência da República, recomenda uma discussão sobre o investimento em segurança e saúde no trabalho.
De acordo com o balanço, é necessário que o serviço médico da empresa, por exemplo, possa subsidiar a perícia médica do INSS. A medida, segundo a Confederação, aumenta a transparência do processo e dá maior efetividade à decisão do perito, que terá informações complementares. Isso poderia gerar um impacto direto na redução de custos previdenciários.