Brasil - undefined·27 de agosto de 2018

CEARÁ: Indústria sofre com falta de manutenção das rodovias

<p>PIB do estado cearense cresceu 1,87%, em 2017, mais que a m&eacute;dia de 1% do pa&iacute;s no mesmo ano</p>

Por Agência do Rádio
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A falta de manutenção das rodovias que cortam o Ceará é um dos principais problemas da indústria e do agronegócio local. Especialistas apontam que as três rodovias principais do estado, as BRs 116, 222 e 020, estão em péssimas condições de tráfego.

Apesar da classificação regular das rodovias no Ceará, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), a falta de manutenção ainda é um problema. 5,7% das estradas federais são consideradas péssimas, enquanto apenas 3,8% são consideradas ótimas.

A BR-116, uma das principais rodovias do país e trajeto para escoamento e transporte de outros serviços, é conhecida como Rodovia da Morte. A estrada, que tem mais de 4.500 quilômetros de extensão, passou por obras nos últimos sete anos para duplicação em diversos trechos como tentativa de diminuir o número de vítimas.

Segundo o presidente do Conselho de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Ceará (FIEC), Heitor Studart, a concentração do transporte apenas na malha rodoviária diminui a competitividade e aumenta os custos para todos os setores dependentes desse modal.

“Está prejudicando potencialmente o desenvolvimento do estado. Em termos internos, o Ceará estaria uns 65%, 70% atendido. Agora, a nível nacional não há essa integração de intermodais de logística, o que prejudica o escoamento das produções e a atração de investimentos para o estado.”

Em ano eleitoral, presidenciáveis já se posicionaram em relação à investimentos que precisam ser feitos no setor de infraestrutura. O candidato ao Planalto pelo MDB, Henrique Meirelles, apontou a extensa possibilidade hidroviária do país para movimentação de outro setor improtante: o agronegócio.

“Temos que explorar também a grande vantagem do Brasil que é a hidrovia, que é o sistema mais barato que existe de transporte. Algumas obras pontuais, por exemplo, eliminando algumas rochas no Tocantins, Araguaia, pode viabilizar o grande escoamento de toda essa região”.

O candidato do PSOL, Guilherme Boulos, disse que é preciso aumentar o investimento estatal na área, que hoje corresponde a apenas 2% do PIB. Já Marina Silva, da Rede, defende um projeto econômico que esteja atento às mudanças nas formas de produção mundial.

Reportagem, Clara Sasse

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